'Curto onda sadomasoquista', diz a ex-BBB Vanessa sobre sexo

Já brinquei com cera de vela, andei de salto nas costas de um ex-namorado e cuspi nele', contou ela

As mães mais gostosas do mundo das celebridades

Uma lista com as mamães mais gostosas do mundo das celebridades.

São João de Cacimbas, PB – Programação das Festas Juninas

A Quase duas semanas do fim do prazo, cerca de dois terços dos contribuintes ainda não enviaram a Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF).

Gisele Bündchen foi convidada pela Fifa pra entregar a taça pra seleção campeã da Copa do Mundo

Gisele Bündchen está em ritmo de Copa: posou enrolada na bandeira do Brasil, e ao lado do jogador de futebol Neymar pra capa da “Vogue” Brasil.

Programação do João Pedro 2014 em Desterro

Uma tradição de mais de duas décadas que compõe a cultura do município de Desterro.

24/07/2014

RoboCup 2014 é manchete na imprensa nacional e internacional


O mais importante torneio de futebol de robôs do mundo, que está acontecendo até esta quinta-feira (24), no Centro de Convenções em João Pessoa, ganhou repercussão internacional. De acordo com a organização, a RoboCup 2014 deve ultrapassar 50 milhões de expectadores em todo o planeta.
A vice-coordenadora da RoboCup 2014, Esther Colombini, ressaltou a demanda de jornalistas estrangeiros no evento. “Estamos com uma presença muito grande da imprensa internacional aqui. Costumamos fazer o cálculo de audiência depois do evento. Mas acreditamos que o número de expectadores deverá ultrapassar a quantidade da última versão da RoboCup”, previu.
O jornal francês Le Monde, um dos mais tradicionais da Europa e do mundo, já havia anunciado desde o início do ano o torneio no Brasil, enfatizando a importância tecnológica do evento.
Nos Estados Unidos, os jornais e portais de notícias mais lidos do mundo também destacaram a realização do evento no Brasil, a exemplo do The New York Times e The Washington Post, que também enfatizaram a participação das equipes americanas na competição.
Outro fator bastante divulgado e debatido foi em relação à proposta que deu origem à criação do evento, projetando a realização de uma partida “oficial” entre humanóides e humanos no ano de 2050, destaque no britânico The Guardian.
Na Europa, o espanhol Récord utilizou uma manchete fazendo uma brincadeira na comparação de um robô com o atacante holandês Van Persie. Enquanto na América Latina, o uruguaio Diário de El País destacou a primeira participação do país na RoboCup.

O evento – A Paraíba

foi escolhida como sede do evento por possuir infraestrutura adequada para receber o torneio. A RoboCup exige de sua sede uma série de necessidades técnicas específicas para suportar todo aparato tecnológico do campeonato.
O Centro de Convenções de João Pessoa, segundo a coordenação da competição, reuniu as condições técnicas e turísticas ideais para acomodar turistas e profissionais de todo o mundo.
Imprensa nacional – Desde que começou a RoboCup, na segunda-feira (21), os veículos da imprensa local e nacional já passaram pelo Centro de Convenções. O repórter do Globo Esporte e ex-jogador de vôlei, Tande, gravou para o programa que será exibido no próximo domingo (27), no Esporte Espetacular. Nesta quinta-feira (24), o Programa “Encontro com Fátima Bernardes” fará uma entrada ao vivo direto do evento. Também na manhã desta quarta-feira, a RoboCup 2014 rendeu matéria para o noticiário nacional “Bom Dia Brasil”.
Modalidades – Otorneio envolverá disputa em cinco categorias principais, ou ligas (Soccer, Rescue, Home, Work e RoboCupJunior), incluindo nelas jogos e demonstrações. Oficinas, simpósios, exposições interativas e workshops também estão previstos na programação da RoboCup 2014. 
Organização nacional e internacional – O projeto é organizado mundialmente pela RoboCup Federation, que para as competições de robótica é uma instituição equivalente à Fifa para o futebol. O evento acontece em um país diferente a cada ano. Quando há Copa do Mundo, o torneio é realizado, preferencialmente, na nação sede do mundial.
No Brasil, o campeonato é organizado pela Sociedade Brasileira de Computação, em parceria com dezenas de universidades brasileiras e mais de 400 professores voluntários, com o apoio do Ministério do Turismo. 

SecomPB

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Nota de Pesar do Governo da Paraíba pelo falecimento do paraibano Ariano Suassuna‏

Nota de Pesar

O Governo da Paraíba lamenta, nesta quarta-feira (23), o falecimento de um dos maiores vultos da literatura e da cultura popular brasileira, o paraibano Ariano Suassuna.

Um homem que encantou, ao longo de tantas décadas, corações dos mais diversos retratando na obra e na vida as maiores riquezas, contradições e genialidades da expressão popular nordestina. Que fez da sua existência um combate interminável contra a inércia criativa e omissão social. E que ensinou o nordestino a ter orgulho das próprias limitações ao provar que as impossibilidades são os melhores impulsos para o seguir em frente.

Ariano Suassuna, assim como tantos notáveis escritores de nossa terra, a exemplo de Augusto dos Anjos e José Américo de Almeida, soube polir o orgulho da Paraíba em tons armoriais. Enquanto prefeito da Capital paraibana, tivemos a oportunidade de homenageá-lo em vida, erguendo no Parque Solon de Lucena monumento, de autoria do pernambucano Miguel dos Santos, denominado a Pedra do Reino, em referência a uma das mais distintas obras deste combatente guerreiro.

Hoje, como governador, lamentamos o dever institucional de assinar decreto instituindo três dias de luto oficial em razão de seu falecimento. Ariano, que por tantos anos nos fez rir, nos obriga a chorar o último capítulo de sua premiada trajetória. Mas não nos impede, ao mesmo tempo, de reverenciar o brilhantismo de sua existência, já que, segundo o próprio, “O homem nasceu para a imortalidade. A morte foi um acidente de percurso”.

Agora, mais do que nunca, temos a convicção, parodiando o que ele mesmo dizia, de que existem apenas dois tipos de pessoas neste mundo: as que reconhecem a sua genialidade e as que estão erradas.

Em nome de toda a equipe do Governo e de toda a Paraíba, manifestamos o mais profundo sentimento de pesar e solidariedade, pela perda irreparável do nosso Dom Quixote das Caatingas, mestre Ariano Suassuna, cuja passagem espiritual deixa triste nossa alma, embora infle a atenuante vela da história.

Que Deus lhe dê abrigo e nos traga conforto.

Nossos mais sinceros sentimentos,



Ricardo Vieira Coutinho
Governador do Estado da Paraíba

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Selton Mello homenageia Suassuna: 'Chicó fui eu, Chicó é Ariano'


O ator e diretor Selton Mello, que fez o personagem Chicó nas versões televisiva e cinematográfica de "O Auto da Compadecida", obra de Ariano Suassuna, lamentou a morte do escritor nesta quarta-feira (23).

Em seu texto, Mello afirmou que "o Brasil ficou mais pobre" com a perda de Suassuna, mas também lembrou com carinho dos personagens principais de "O Auto da Compadecida", a quem o escritor chamava de "passarinhos", contou o ator. "Chicó fui eu, Chicó é Ariano, Chicó é tu. Chicó e João Grilo têm morada no coração dos brasileiros", escreveu, lembrando também João Grilo, interpretado por Matheus Nachtergaele na TV e no cinema. 

Suassuna morreu nesta tarde, devido a parada cardíaca provocada por hipertensão intracraniana. Eleito para a ABL (Academia Brasileira de Letras) desde 1989, Suassuna escreveu mais de 15 peças teatrais e seis romances ficcionais. Ele ficou conhecido nacionalmente por trabalhos como "O Auto da Comparecida", de 1955. A história --que virou minissérie da TV Globo em 1999 e foi adaptada para o cinema em 2000-- é uma comédia dramática na qual dois pobres sertanejos nordestinos, um mentiroso e o outro covarde, valem-se de pequenos golpes e biscates para conseguir tocar a vida.

Leia o texto de Selton Mello na íntegra: 

E o Brasil ficou mais pobre.

E triste.

Ariano, poeta entendedor do Brasil profundo.

Defensor de nossa riqueza cultural e emocional.

Sua obra descomunal fica para sempre.

Tive a honraria graúda de dar vida a um de seus passarinhos (era como se referia a seus personagens queridos).

Chicó fui eu, Chicó é Ariano, Chicó é tu.

Chicó e João Grilo têm morada no coração dos brasileiros.

E na minha mente e coração sempre estarão gravadas as palavras sublimes que proferi em "O Auto da Compadecida":

"Cumpriu sua sentença. Encontrou-se com o único mal irremediável, aquilo que é a marca do nosso estranho destino sobre a terra, aquele fato sem explicação que iguala tudo o que é vivo num só rebanho de condenados".

Celebre-se o homem, celebre-se o brasileiro, celebre-se o artesão das palavras.

E se um dia perguntarem se tudo que criou foi exatamente assim como ele idealizou, imaginarei Ariano dizendo com um sorriso de menino nos lábios: "Não sei, só sei que foi assim."


Fonte: Tribuna Hoje

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Obsessão por sexo pode ser sinal de doença séria. Veja!

Pesquisas dizem que o homem pensa em sexo, em média, 35 vezes ao dia. Já a mulher, cerca de 20 vezes. Imagine, agora, quando o pensamento extrapola e não é mais um desejo e sim uma obsessão, desde o despertar até o adormecer. A busca por mais excitação é tão incessante que chega a prejudicar as vidas íntima e social. A partir daí, o gosto por sexo vira assunto sério, uma doença. Mas é uma patologia silenciosa e pouco abordada em função da vergonha que sentem os que são afetados por ela, o que torna o diagnóstico e o tratamento ainda mais difíceis.

– Nesse quadro clínico, a pessoa persistente e recorrentemente envolve-se ou apresenta preocupação com intensas fantasias ou comportamentos sexuais que levam a consequências negativas, com dificuldade em controlar o tempo investido nessas atividades. Apresentam angústia pessoal e prejuízo em algumas áreas importantes da vida. Em outras palavras, a sexualidade se torna o centro da vida da pessoa, causando sofrimento pessoal e consequências negativas às outras esferas – afirma Jaqueline Brendler, especialista médica e sexóloga.

Os nomes para quem tem o sexo como ideia fixa são muitos. Desde compulsão sexual – vulgarmente chamados de tarados ou ninfomaníacos – TOC um tipo de transtorno obsessivo compulsivo por sexo, hipersexualidade, desejo sexual hiperativo ou desordem do desejo sexual hiperativo. Segundo Jaqueline, o diagnóstico é feito no consultório médico pelos relatos do próprio paciente.

A maioria das pessoas, na média de atividade sexuais, sacia-se com um ou dois orgasmos. Contudo, isso não acontece nas situações de desejo sexual hiperativo, reitera a profissional.

– O interesse sexual permanece intacto e a busca interminável por nova excitação e novo gozo também. Isso pode levar a mulher e o homem a machucar o genital, principalmente através da masturbação. As mulheres e os gays usam mais brinquedos sexuais que homens heterossexuais. É comum não usar camisinha , durante as praticas sexuais, então, às vezes, a primeira pista que o parceiro está com desejo sexual hiperativo é uma DSTs ou a repetição de DSTs.

O tratamento inclui medicação e terapia. Segundo a especialista, a duração depende principalmente da motivação da pessoa, frequência às sessões de terapia e do uso do medicamento. Para ela, a motivação para tratar-se é mais forte se o número de áreas afetadas e de pessoas for maior.

– Ninguém escolhe ter um problema sexual. Todos os casos são horríveis, pois a pessoa sofre muito, tem vergonha de si mesmo por desejar sexo o tempo todo, mente e engana pessoas importantes da sua vida. A vergonha vem mais do mentir, do enganar pessoas importantes e usar o outro como objeto. É importante pedir desculpas às pessoas atingidas, não por haver culpa e sim por reconhecer que houve sofrimento. Essa é uma parte da vida da pessoa que ela quer esquecer. A terapia servirá para entender isso e elaborar a totalidade do quadro.

Estudo alemão e cuidado em não estigmatizar o comportamento
Recentemente, um dos primeiros grandes estudos sobre mulheres viciadas em sexo e o quanto isso impacta sua vida cotidiana apontou que 3% delas podem ser consideradas hiperssexuais. Pesquisadores do Centro Médico da Universidade de Hamburgo-Eppendorf pediram para que cerca de mil mulheres na Alemanha dissessem o quanto elas se masturbavam ou assistiam pornografia e quantos parceiros sexuais tinham.

Especialmente a frequência de atividade sexual impessoal, em comparação com o número de parceiros sexuais, foi um indicador mais forte para o comportamento hiperssexual. Segundo os autores do levantamento, os resultados contradizem pesquisas anteriores, que apontavam as mulheres hiperssexuais envolvidas em formas mais passivas de comportamento sexual. Também contraria a suposição de que as mulheres hiperssexuais usam apenas o comportamento sexual como forma de controlar e influenciar as relações interpessoais.

O estudo apontou ainda que os comportamentos hiperssexuais em mulheres se assemelham aos encontrados em homens viciados em sexo, como a dependência da pornografia, masturbação excessiva e promiscuidade.

Por fim, os pesquisadores ponderam que ainda é um desafio identificar os indivíduos que podem necessitar de tratamento, sem falsamente estigmatizar os outros e que têm comportamento sexual não-patológico. O estudo foi publicado no Journal of Sexual Medicine.


ZH

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SEXO: "Como ter um orgasmo?"

É mais fácil sentir o orgasmo do que definir, explicam especialistasFoto: Reprodução / Youtube
A sensação de um pico de excitação maior seguida de um relaxamento é a maneira mais fácil de saber o que é um orgasmo. Também a sensação local de contrações vaginais e vontade de mover os quadris para cima e para baixo ou, às vezes, querer ficar sem se mexer pode mostrar o orgasmo. Não se chega a perder o controle ou ter sensação de desmaio. É mais fácil senti-lo que defini- lo. As pessoas o comparam a um espirro, só que mais prazeroso. Outra coisa a pensar é que não podemos ainda hoje aceitar a ditadura do orgasmo. De um direito passou- se a ter a obrigação de em todas as relações ter orgasmo. Porém, quando não se tem, a terapia sexual pode ser bastante efetiva. As causas de não tê- lo geralmente estão na esfera emocional. 


Diário Catarinense



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Fãs acordam cedo para se despedir de Ariano Suassuna no Recife

Bandeiras do Sport, da UFPE, de PE e do Brasil cobrem o caixão.
Torcedores do Sport fizeram questão de recordar o 'pé quente' de Ariano.


O corpo do dramaturgo Ariano Suassuna está sendo velado, na manhã desta quinta-feira (24), no Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual na capital pernambucana. O velório, iniciado por volta das 23h30 da última quarta (23), ficou aberto durante toda a madrugada, com parentes, amigos e fãs se despedindo. Área em frente ao Palácio foi interditada para os carros, prevendo a circulação do público ao longo do dia.

Antes das 7h desta quinta, muita gente já passava pelo local, a caminho do trabalho, para homenagear o mestre. Logo cedo, o movimento estava tranquilo. O caixão foi coberto por bandeiras do Sport, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), de Pernambuco e do Brasil.

Trabalhando no bairro de Casa Forte, o auxiliar administrativo Maycon Anacleto acordou mais cedo para ir ao velório. "Ele foi um grande homem. Sempre gostei dos livros dele e dos filmes que fizeram. Ele não nasceu em Pernambuco, mas era pernambucano", acredita Anacleto.

Trabalhando como operador de telemarketing no Centro do Recife, Félix Gomes fez questão de ir cedo também. "Ele é uma lenda da literatura brasileira. Vai fazer muita falta, principalmente para quem gosta da boa literatura", afirma.

Os torcedores do Sport, time do coração de Ariano, também fizeram questão de comparecer e recordar o torcedor pé quente. "Hoje a torcida fica triste. Eu lembro dele na final da Copa do Brasil, quando fomos campeões. Ele dava sorte ao Sport", acredita o auxiliar de estoque Ricardo Ramos.


A noite foi longa para os fãs do escritor, como o garçom Severino Júnior. Ele ficou sabendo da morte pela internet e passou no Palácio pela manhã para o velório. Fez questão de ir coberto com a bandeira do Sport. "Mal consegui dormir direito. Perdemos Dominguinhos, Reginaldo Rossi, agora Ariano, são três grandes artistas da terra", diz emocionado.

O estudante Manoel Aleixo, de 18 anos, chegou cedo, também vestido com uma camisa do time. Cordelista há três anos, Manoel diz que Ariano Suassuna foi sua maior inspiração - tanto é que trouxe para o velório uma edição do romance "Fernando e Isaura", que começou a ler na semana passada. "Comecei a ler, e vim lendo pelo caminho hoje. Sou cordelista e Ariano foi minha grande inspiração. Ele foi, sem dúvidas, o maior defensor da cultura popular brasileira, é um artista insubstituível", diz. O estudante, que lê a obra de Suassuna desde os 12 anos, conta que fez da arte do cordel uma maneira de expressar toda o sentimento de gratidão ao artista. "É como falei num poema que escrevi ontem. Ariano não morreu. Se eu quiser me encontrar com ele, eu pego um livro e leio, ele vai estar lá e nunca vai morrer, porque artistas assim não nos deixam, eles realmente ficam no nosso coração", fala.

A assistente de departamento pessoal Rosana Bernardo aproveitou a chance que teve antes de ir pro trabalho para prestar homanagens a Ariano. "Ele teve muita bravura nessa fase. Tem muitas obras dele que não conheço, mas outras tenho familiaridade, como o "Auto da Compadecida". A gente é muito deficiente às vezes de cultura, e hoje quem nos deixa é um grande representante da cultura de pernambuco", comenta.


ano morreu às 17h15 da quarta (23), vítima de uma parada cardíaca. Ele estava internado desde a noite de segunda (21) no Hospital Português, onde foi submetido a uma cirurgia na mesma noite após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico.

O corpo começou a ser velado no Palácio do Campo das Princesas, no Centro do Recife, ainda na noite de quarta (23). Por volta das 22h55, o caixão foi recebido por familiares, amigos e políticos, que participaram de uma celebração religiosa. Na porta do Palácio, a fila de admiradores começou a se formar por volta das 23h.
A previsão é que o velório aconteça durante toda o dia e só termine às 15h desta quinta (24). O corpo será enterrado no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, Grande Recife, por volta das 16h.

Internamentos
Em 2013, Ariano foi internado duas vezes. A primeira delas em 21 de agosto, quando sentiu-se mal após sofrer um infarto agudo do miocárdio de pequenas proporções, de acordo com os médicos, e ficou internado na unidade coronária, mas depois foi transferido para um apartamento no hospital. Recebeu alta após seis dias, com recomendação de repouso e nenhuma visita.

Dias depois, um aneurisma cerebral o levou de volta ao hospital. Uma arteriografia foi feita para tratamento e ele saiu da UTI para um apartamento do hospital, de onde recebeu alta seis dias depois da internação, no dia 4 de setembro.

Na noite de segunda-feira (21), Ariano Suassuna deu entrada no hospital e foi operado após o diagnóstico do AVC. A cirurgia foi para a colocação de dois drenos, na tentativa de controlar a pressão intracraniana. Na noite de terça, o quadro dele se agravou, devido a "queda da pressão arterial e pressão intracraniana muito elevada", conforme foi informado em boletim.

Ativo até o fim
Ariano Suassuna nasceu em 16 de junho de 1927, em João Pessoa, e cresceu no Sertão paraibano. Mudou-se com a família para o Recife em 1942. Mesmo com os problemas na saúde, ele permanecia em plena atividade profissional. "No Sertão do Nordeste a morte tem nome, chama-se Caetana. Se ela está pensando em me levar, não pense que vai ser fácil, não. Ela vai suar! Se vier com essas besteirinhas de infarto e aneurisma no cérebro, isso eu tiro de letra", disse ele, em dezembro de 2013, durante a retomada de suas aulas-espetáculo.

Em março deste ano, Ariano foi homenageado pelo maior bloco do mundo, o Galo da Madrugada. Ele pediu que a decoração fosse feita nas cores do Sport, vermelho e preto, e ficou muito contente com a homenagem. “Eu acho o futebol uma manifestação cultural que tem muitas ligações com o carnaval”, afirmou, na ocasião.

No mesmo mês, o escritor concedeu uma entrevista à TV Globo Nordeste sobre a finalização de seu novo livro, “O jumento sedutor”. Os manuscritos começaram a ser trabalhados há mais de trinta anos.

Na última sexta-feira, Suassuna apresentou uma aula espetáculo no teatro Luiz Souto Dourado, em Garanhuns, durante o Festival de Inverno. No carnaval do próximo ano, o autor paraibano deve ser homenageado pela escola de samba Unidos de Padre Miguel, do Rio de Janeiro.

Obra
A primeira peça do escritor, "Uma mulher vestida de sol", ganhou o prêmio Nicolau Carlos Magno em 1948. Ariano escreveu um de seus maiores clássicos, "O Auto da Compadecida", em 1955, cinco anos depois de se formar em direito. A peça foi apresentada pela primeira vez no Recife, em 1957, no Teatro de Santa Isabel, sem grande sucesso, explodindo nacionalmente apenas quando foi encenada – e ganhou o prêmio – no Festival de Estudantes do Rio de Janeiro, no Teatro Dulcina. A obra é considerada a mais famosa dele, devido às diversas adaptações. Guel Arraes levou o “Auto” à TV e ao cinema em 1999.


O escritor considera que seu melhor livro é o “Romance d'A Pedra do Reino e o príncipe do sangue do vai-e-volta”. A obra começou a ser produzida em 1958 e levou 12 anos para ficar pronta. Foi adaptada por Luiz Fernando Carvalho e exibida pela Rede Globo em 2007, com o nome de "A pedra do reino".

Na década de 70, Ariano começou a articular o Movimento Armorial, que defendeu a criação de uma arte erudita nordestina a partir de suas raízes populares. Ele também foi membro-fundador do Conselho Nacional de Cultura.

Após 32 anos nas salas de aula, Suassuna se aposentou do cargo de professor da Universidade Federal de Pernambuco, em 1989. O período também ficou marcado pelo reconhecimento nacional do escritor – Ariano tomou posse na cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras (ABL), no Rio de Janeiro, em 1990.


G1

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