A Controladoria-Geral da União (CGU) divulgou um mapeamento com os
nomes de 8.580 empresas privadas e pessoas físicas inidôneas que estão
impedidas de participar de licitações e celebrar contratos com órgãos
públicos devido a irregularidades na execução de obras ou serviços ou
pela prática de improbidade administrativa. Na lista constam 120
empresas e pessoas físicas punidas na Paraíba.
Na 'lista negra' da CGU está o empresário Deczon Farias da Cunha,
que tem oito empresas:
Transamérica Construtores Associados Ltda, Tirol,
Arapuan, Construtora Globo, Globo Edificações, Construtora Santa Maria,
Rio Norte e Rio Sul.
A Transamérica encabeça a lista das 'ficha suja'. Ela foi condenada
pelo juízo da 4ª Vara da Justiça Federal, que acatou a denúncia do
Ministério Público Federal feita em outubro de 2010. Conforme a
sentença, a prefeitura de Barra de Santa Rosa, no Agreste paraibano,
firmou convênio com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), para a
execução de sistemas de abastecimento de água no município, no valor de
R$ 404.040,86. Desse valor, foram depositados pela Funasa, na conta do
convênio, no início de 2004, duas parcelas, totalizando R$ 279.943,64.
As duas parcelas foram repassadas integralmente e imediatamente pela
prefeitura para a empresa Transamérica Construtores Associados Ltda.,
sem que esta tivesse tido o tempo mínimo necessário para executar a obra
no percentual correspondente aos valores repassados. Na época, a
prefeitura prestou contas, atestando que a construtora havia executado
70% da obra contratada.
Entretanto, fiscais da Funasa realizaram vistoria no local da obra e
descobriram que, na verdade, apenas 49,37% do projeto havia sido
executado. Os fiscais deram parecer contrário à liberação da terceira
parcela do convênio até que o município apresentasse soluções para as
pendências identificadas. Com base no relatório, o MPF acionou na
Justiça a empresa por improbidade administrativa.
Chefe da CGU prevê aumento da lista devido à fiscalização
O chefe da Controladoria-Regional da União na Paraíba, Fábio da
Silva Araújo, admitiu que a relação das empresas inidôneas pode
aumentar por conta da intensificação da fiscalização da aplicação dos
recursos públicos federais, seja pela CGU, Ministério Público Federal
ou Polícia Federal, entre outros órgãos.
“As ações de fiscalização se intensificam e a relação das empresas
inidôneas ou suspensas, bem como de pessoas físicas, podem aumentar”,
avisou Fábio Araújo, ressaltando que a empresa pode sair da lista após o
cumprimento da suspensão ou de ser inocentadas pelas instâncias
superiores do Poder Judiciário.
Fábio Araújo ainda explicou que o Cadastro Nacional de Empresas
Inidôneas e Suspensas (CEIS) é um banco de informações mantido pela
Controladoria-Geral da União que tem como objetivo consolidar a relação
das empresas e pessoas físicas que sofreram sanções das quais decorra
como efeito restrição ao direito de participar em licitações ou de
celebrar contratos com a Administração. É mais uma ferramenta da Lei de
Acesso à Informação.
ACESSO
Por fim, Fábio informou que a CGU realiza, no próximo dia 16 de maio, em Brasília (DF), o “Seminário de um ano da Lei de Acesso à Informação (LAI)”. O evento, além de celebrar a data, tem por objetivo permitir a troca de experiências entre os gestores públicos e a sociedade civil acerca do tema.
Por fim, Fábio informou que a CGU realiza, no próximo dia 16 de maio, em Brasília (DF), o “Seminário de um ano da Lei de Acesso à Informação (LAI)”. O evento, além de celebrar a data, tem por objetivo permitir a troca de experiências entre os gestores públicos e a sociedade civil acerca do tema.
Na oportunidade, haverá divulgação do primeiro relatório anual de
vigência da LAI no Poder Executivo Federal. O documento, que será
encaminhado ao Congresso Nacional, contém estatísticas sobre a
quantidade de pedidos e recursos; perfil dos solicitantes; pesquisa de
satisfação; entre outros dados importantes relativos ao monitoramento da
aplicação da lei.
Jornal da Paraíba

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