Houve uma intervenção a cada 40 minutos, em cinco anos. Mais de 50 mil mulheres passaram pela mastectomia radical. As remoções pelo SUS ocorrem com câncer confirmado.
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Exame para identificar câncer de mama o quanto antes é crucial |
Desde 2008, houve cirurgias de remoção dos seios em 63,5 mil brasileiras, para tratamento de câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o País. Esse número equivale a uma intervenção a cada 40 minutos, de cinco anos para cá. Os dados, do Departamento de Informática do SUS (Datasus), excluem as operações em hospitais particulares.
Mais de 50 mil mulheres passaram pela mastectomia radical. A cirurgia é semelhante à que a atriz norte-americana Angelina Jolie se submeteu, anunciando a retirada completa das mamas na terça-feira passada, em Beverly Hills, na Califórnia. No entanto, ao contrário do procedimento preventivo da atriz, as cirurgias no Brasil, de remoção parcial ou completa dos seios só são realizadas pelo SUS em casos já confirmados de câncer.
Os dados revelam ainda que só 10% dos procedimentos cirúrgicos pela rede pública de saúde foram acompanhados de plásticas reconstrutoras. Após a remoção das mamas para o tratamento de câncer, as brasileiras esperam, em média, de dois a cinco anos por intervenção reconstrutora. Há duas semanas, a presidente Dilma Rousseff sancionou lei que busca mudar essa realidade.
A medida, que já está em vigor, obriga o SUS a providenciar a plástica de reconstituição no mesmo dia da mastectomia. Nos casos em que se faltarem condições para a reconstrução imediata, a plástica deve ser realizada logo após a permissão médica. Em 2010, o câncer de mama matou 12.853 pessoas no Brasil. Entre 2005 e 2010, o índice de mortalidade da enfermidade avançou 25%.
Siscan é criadoPacientes com tumor maligno deverão iniciar o tratamento até 60 dias depois do registro da doença no prontuário médico. A regulamentação da lei 12.732/12, que determina o prazo, foi detalhada ontem pelo Ministério da Saúde. A legislação entra em vigor no próximo dia 23.
Na tentativa de auxiliar estados e municípios a gerir os serviços oncológicos da rede pública, a pasta anunciou a criação do Sistema de Informação do Câncer (Siscan). O software, disponível gratuitamente para as secretarias de Saúde esta semana vai reunir o histórico do paciente e do tratamento.
“É um acompanhamento em tempo real do que acontece nos serviços de saúde”, explicou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. A previsão do governo é que, a partir de agosto, todos os registros de novos casos de câncer no país sejam feitos pelo Siscan. Segundo Padilha, estados e municípios que deixarem de implantar o sistema até o fim do ano terão suspensos os repasses feitos para atendimento oncológico. (das agências de notícias)
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Diferentemente do que fez a atriz Angelina Jolie, o Sistema Único de Saúde (SUS), no Brasil, só cobra a remoção parcial ou total de seios em caso de câncer já confirmado.
O Povo
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