No ano passado, a maioria dos casos de mortes infantis se concentrou nas cidades de João Pessoa (143 casos), Campina Grande (95) e Bayeux (25). Um dos desafios do evento ‘Semana do Bebê’, que acontece a partir das 8h30 de amanhã, no Parque da Criança, em Campina, é alertar para a importância da realização de exames de pré-natal e o acompanhamento pediátrico das crianças. Entre os serviços que serão oferecidos estão o ‘Saúde Itinerante’, onde serão realizados cadastros para o Cartão do Serviço único de Saúde (SUS), realização do teste rápido de HIV, serviços gratuitos de fisioterapia, emissão de certidão de nascimento, teste do ‘Olhinho’, teste do ‘Pezinho’ e distribuição de lanches. Além disso, o evento contará com espaços de entretenimento com o grupo ‘Doutores da Brincadeira’.
A Secretária de Saúde de Campina Grande, Tatiana Medeiros, informou que a falta desses acompanhamentos iniciais pode acarretar em prejuízos para a saúde na primeira infância. “Queremos mobilizar toda a sociedade para os cuidados com os bebês e crianças na primeira infância. Será uma semana inteira voltada para chamar a atenção aos cuidados que vão desde o pré-natal, quanto os cuidados no parto, na alimentação, amamentação e realização de exames”, disse. A programação da ‘Semana do Bebê’ inclui ainda a realização de concursos e a inauguração do Espaço Mãe Canguru, que será feito a partir das 9h da segunda-feira no Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (ISEA).
Complicação no parto -De acordo com o médico Pediatra Flaubert Cruz, as mortes ‘neonatais’, registradas em bebês com menos de 7 dias de nascido, tem quatro causas principais. “Primeiro, as complicações no parto, depois as infecções congênitas, ou seja, aquelas que a mãe passa para a criança (toxoplasmose, rubéola, sarampo e sífilis, por exemplo), a terceira causa seria a prematuridade, além das más formações congênitas, sobretudo as cardíacas”, explicou.
Segundo ele, a falta de UTIs neonatais em quantidades suficientes ainda é um problema enfrentado em Campina Grande. “Só temos dois leitos no Hospital Universitário, 10 no ISEA e na Clipsi. O problema é que esses centros atendem toda a demanda da cidade além de outros municípios da região”, informou. O pediatra destacou a inda a importância da realização dos exames ‘Pré-natal’. “Logo que a gravidez é diagnosticada, o pré-natal tem que ser feito. A melhor saída é a qualificação do pré-natal e o acesso às mãe em consultas especializas com obstetras. Se uma mãe já tem o histórico de filhos com má formação, precisa passar por exames especializados”, disse.
Correio da Paraíba
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