A Paraíba tem hoje cerca de 690 pessoas com problemas renais crônicos e por isso estão em tratamento de hemodiálise ou diálise. A informação é da medica Gyanna Lys Montenegro, presidente da Sociedade Brasileira de Nefrologia, seccional Paraíba. Hoje é o Dia Mundial do Rim e para alertar e prevenir a sociedade sobre os problemas renais, uma série de atividades estão acontecendo em João Pessoa.
O Hospital Universitário Lauro Wanderley engajado com as causas sociais de saúde pública está realizando na manhã de hoje uma mobilização, com a participação dos internos e residentes de medicina para conscientizar o público que freqüenta o ambulatório sobre a prevenção das doenças renais e cumprindo o objetivo da campanha: PREVINA-SE. “rins em defesa da vida”. Este é o sétimo ano consecutivo que a Sociedade Brasileira de Nefrologia vem desenvolvendo a campanha, objetivando esclarecer a população sobre a importância do cuidado com os rins como forma de evitar estágios terminais da doença renal.
Gyanna Lys Montenegro explicou que a doença renal crônica (DRC) vem aumentando em todo o mundo de forma assustadora e tem se tornado um problema de saúde pública mundial, levando os governantes a terem um olhar voltado para essa nova realidade. Mais de 10 milhões de brasileiros apresentam algum grau de DRC e destes aproximadamente 90 mil realizam tratamento renal substitutivo (hemodiálise ou diálise peritoneal), segundo dados do último CENSO da SBM. Isto representa um custo anual de 2,3 bilhões de reais para o tratamento dialítico destes pacientes.
“Doenças como Hipertensão Arterial, Diabetes Melitus, Obesidade, Tabagismo, História pregressa ou familiar de alguma enfermidade renal (infecção urinária de repetição, Urolitíase, Glomerulopatia com perda de proteína na urina), idade superior a 50 anos, são fatores de risco para o aparecimento das doenças renais que evoluem para estágios avançados da DRC”, alerta a médica.
Para ele é importante lembrar que na maioria das vezes a doença renal evolui de forma silenciosa, sendo diagnosticada já num estágio avançado da doença, daí a necessidade de se ter o cuidado na prevenção ou detecção precoce do problema como forma de coibir a sua evolução. Estima-se que entre a população adulta no Brasil tenhamos 30 milhões de hipertensos, 7 milhões de diabéticos, 17 milhões de obesos e 17 milhões de idosos.
“Como alternativas terapêuticas para DRC contamos com a Terapia Renal Substitutiva (TRS) e o transplante renal, este associado a menor taxa de mortalidade a longo prazo, melhor qualidade de vida para o paciente e também para os seus familiares, proporcionando reintegração do individuo a sociedade, além de causar menor impacto financeiro em comparação aos gastos com tratamento dialítico”, destacou.
Transplante - O Brasil tem hoje o maior sistema público de transplante do mundo e seu número vem crescendo a cada ano com um aumento de 100% dos transplantes com doador cadáver na ultima década.
A realização de transplante com doador cadáver depende da doação dos órgãos pelos familiares, único responsável legal para decidir sobre esse gesto quando a ela for oferecida a oportunidade de doar. É importante que todos se manifestem em vida sobre o seu desejo de ser doador para que seus familiares possam decidir e atender a sua vontade após a morte.
A doação de órgãos só pode ocorrer após a confirmação da morte encefálica e esta segue critérios rígidos estabelecidos pelo Conselho Federal de Medicina.
Paulo Cosme
Paraiba.com.br
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