Vigilância Sanitária alerta que ração humana pode fazer mal à saúde

Para a Anvisa, o termo ração humana é inadequado porque pode levar muita gente a substituir as refeições por essas misturas que não são padronizadas e não têm todos os nutrientes necessários ao organismo.



Você já ouviu falar da ração humana? É um produto vendido em todo o país, e que começou a fazer sucesso como dieta. Mas a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) avisou que este produto, na verdade, pode fazer mal à saúde.

Alguns componentes podem sim, porque podem aumentar a pressão arterial. A Vigilância Sanitária proibiu que esse produto seja chamado de ração humana, porque pode dar a impressão de que substituiu as refeições. Quem explica é o repórter Alan Severiano.

“É ótimo para o funcionamento intestinal”, comenta uma senhora. “Você sente que você está mais satisfeita. Aí você leva um tempo maior para a próxima refeição”, declara outra mulher.

Essas propriedades fizeram o consumo de ração humana crescer, mas a mistura de três ingredientes do senhor Edson tem que mudar de nome. “É uma bobagem mudar o nome. O pessoal já acostumou com a ração humana”, afirma.

No dicionário, “ração” quer dizer “alimento necessário para manter em boas condições o organismo”. Para a Anvisa, o termo ração humana é inadequado porque pode levar muita gente a substituir as refeições por essas misturas que não são padronizadas e não têm todos os nutrientes necessários ao organismo.

A mistura é rica em fibras, mas não em carboidratos e proteínas, como explica a Leila Nasser. Ela diz que a ração pode ser consumida como um complemento, mas que alguns ingredientes podem fazer mal à saúde: “se a pessoa tem hipertensão, o guaraná em pó pode elevar a pressão arterial. Essa pessoa pode correr o risco de ter problemas cardiovasculares”.

O ginseng, presente nessa fórmula, não pode ser vendido como alimento. Os fabricantes só poderão divulgar que misturas fazem bem à saúde ou ajudam a emagrecer, depois que a eficácia for comprovada pela Anvisa, sob pena de multa de R$ 1,5 milhão.

Vale sempre uma antiga recomendação: só usar esse tipo de produto, depois de consultar um médico.
Jornal Floripa
 

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