Há uma sensação apocalíptica pairando sobre a maioria das análises a respeito dos primeiros meses da gestão de Ricardo Coutinho. O sentimento é de que o ano de 2011 e governo vão se acabar agora logo depois do São João.
Os primeiros conflitos vividos pelo governo RC no início da gestão, desde os cortes nos salários a discussão com categorias do funcionalismo público, servem de indícios para as previsões do final dos tempos. Dos novos tempos.
Sem poder fechar os olhos para as imensas dificuldades por que passa a atual gestão, é preciso registrar que o ano de 2011 não vai acabar em julho. Isso confere, não somente ao governador Ricardo Coutinho, mas a você, caro leitor, a mim mesmo e a qualquer um a chance de ainda mudar o jogo até minutos antes dos fogos do Reveillon.
É provável que algumas ações do governo já sejam notadas até o final do ano. Claro que pra isso, além de ganharem corpo, o governo vai precisar desanuviar o céu a fim de que as coisas possam ser vistas com mais clareza.
Mas a inauguração de algumas obras do PAC que estavam travadas, a efetiva inauguração do Hospital de Trauma de Campina Grande, a recuperação de algumas estradas e os primeiros resultados do Empreender Paraíba já poderão ser vistos ainda em 2011.
Certamente, restarão inúmeras outras promessas feitas em campanha, a exemplo do fim da casa de taipa na Paraíba, devem alimentar as cobranças. E com razão. Quando prometem, os políticos não dizem o mês e o ano que vão fazer. Dizem apenas que vão fazer.
O povo quer que seja antes do fim do mundo.
Luís Tôrres
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