MPPB aponta falha na investigação. Luis Paes Neto, indiciado ontem, pode ficar mais tempo na prisão…
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O corpo da estudante Aryane Thaís Carneiro, assassinada há um mês, poderá ser exumado para exame toxológico. O procedimento não foi realizado pela polícia antes do seputamento da jovem e agora está sendo solicitado pelo promotor Alexandre Varandas, do Ministério Público da Paraíba (MPPB). Há suspeita de que a vítima tenha sido dopada antes de ser morta. Um dos indícios é o fato dela não ter esboçado reação alguma ao ser estrangulada. O órgão também vai recomendar a prorrogação da prisão temporária do estudante de direito Luís Paes de Araújo Neto, cujo prazo expira hoje. Ele é ex-namorado da vítima e principal suspeito de ter cometido crime, segundo aponta o inquérito apresentado pela delegada Iumara Gomes.
“Há uma promoção (recomendação) nesse sentido de pedir o exame do corpo da vítima. Os exames de sangue e de vísceras, que deveriam ter sido feitos antes, infelizmente, não foram pedidos pela polícia. Com ele poderemos saber se ela foi dopada antes de ser morta. Até porque é estranho que alguém que foi asfixiada e estrangulada não tivesse esboçado reação contra o agressor”, afirmou o promotor de justiça Alexandre Varandas.”Também estou pedindo a prorrogação da prisão temporária dele (do estudante de direito Luís Paes de Araújo)”, acrescentou.
Durante entrevista coletiva, convocada ontem pela Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social (Seds), nenhuma prova concreta e concludente sobre a autoria do assassinato da estudante Aryane Thaís Carneiro foi revelada. Mesmo assim, o inquérito entregue pela delegada Iumara Gomes ao Ministério Público pede o indiciamento do estudante de direito Luís Paes de Araújo Neto. Hoje, expira o prazo da prisão temporária do acusado.
Ontem, de posse do inquérito, a delegada Iumara Bezerra Gomes voltou a afirmar que Luís Paes de Araújo Neto teria sido o autor do crime. A conclusão foi tomada com base no cruzamento de informações levantadas no inquérito policial. O promotor do 1º Tribunal do Juri, Alexandre Varandas, recebeu na última sexta-feira, as conclusões da investigação.
O delegado geral de Polícia Civil da Paraíba, Camrrobet Rodrigues, e o gerente de Polícia Civil Metropolitano, Getúlio Machado, acompanharam Iumara durante a coletiva. Os detalhes deste caso, que tem provocado a comoção pública, iriam ser revelados. Mas, segundo a delegada, a divulgação destas informações complicaria o processo judicial que deverá se seguir. “Foi um conjunto de dados relevantes que levaram a polícia à representar pela prisão preventiva do suspeito”, informou Iumara.
Apesar dos seis laudos solicitados ao Instituto de Polícia Científica (IPC) e do trabalho do Serviço de Inteligência da Polícia Civil, os fatos que culminaram com a morte de Aryane não foram elucidados. O paradeiro da blusa, do óculos, do celular e do calçado da estudante permanece desconhecido. O objeto utilizado para estrangular a jovem também não foi identificado.
Outro ponto não esclarecido pela polícia foram os arranhões no corpode Luís Neto. O exame de corpo delito confirmou a presença de ferimentos. Porém, ass unhas da estudante não puderam ser periciadas “por que eram roídas”, informou a delegada. A dúvida sobre quem e como Luís Paes se feriu permanece.
Aryane foi encontrada morta e seminua às margens da BR-230 no dia 15 de Abril. Durante os 30 dias de investigação a delegada não conseguiu descobrir onde ela teria sido morta e como seu corpo foi para no local. Três informações aproximam Luis Paes da autoria do crime: a paternidade da criança esperada por Aryane, confirmada em exame de DNA, a última ligação recebida pela estudante e o fato dele ter sido a última pessoa a ser vista com ela. Segundo as informações repassadas durante a coletiva, nada aponta diretamente o suspeito como estrangulador da jovem.
O estudante atualmente se encontra preso temporariamente. Se acatar o pedido do Ministério Público, o juiz que receber o processo manterá Luís aguardando a data do julgamento na prisão. Para a família da jovem, no entanto, o trabalho realizado pela polícia foi satisfatório, conforme revelou um primo da estudante. No último sábado, completou um mês da morte de Aryane. Agora, disse Geberson Carneiro, “é torcer para que a justiça seja feita nos tribunais”.
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