Onze dias depois da paraibana Íris Bezerra da Silva, de 21 anos, ter sido barbaramente assassinada e jogada em um canal dentro de uma mala na avenida Visconde de Albuquerque, no Leblon, na zona sul do Rio de Janeiro, o ex-companheiro da jovem e principal suspeito de ter praticado o crime confessou à polícia do Rio de Janeiro com detalhes toda a ação, na manhã de ontem. O pernambucano Rafael da Silva Lima, de 27 anos, contou que matou a jovem com 33 facadas e depois pediu desculpas à família da vítima, natural da cidade de Fagundes, interior da Paraíba.
De acordo com os agentes da Divisão de Homicídios (DH) do Rio de Janeiro, o acusado foi capturado no município de Vitória de Santo Antão, no interior de Pernambuco, escondido na casa de amigos, na última terça-feira. Ele teria fugido para o interior nordestino logo depois do crime, para não ser localizado pela polícia carioca. Durante as investigações, policiais estiveram com o pai de Rafael, e contaram com a ajuda dele para encontrar o preso. O assassinato de Íris Bezerra teria sido motivado pelo fato de o pernambucano não se conformar com a separação do casal.
“Fui eu. Coloquei o corpo lá (no canal) e fui embora com medo”, disse Rafael da Silva Lima ao ser apresentado à imprensa carioca na manhã de ontem. O delegado titular da Divisão de Homicídios carioca, Felipe Ettore, informou que já sabia do paradeiro do acusado e a prisão só foi possível depois de contatos mantidos com as polícias pernambucanas. “Nós já sabíamos que o Rafael estava em Pernambuco, fizemos contato com a polícia de lá e conseguimos prendê-lo”, afirmou o delegado. Ele também adiantou que “nós não temos dúvidas que Rafael matou Íris. Ele falou que decidiu matar depois que viu um rapaz fugindo pela janela de sua casa”, completou o titular da especializada.
Depois de ser preso e confessar o assassinato, o pernambucano foi indiciado pelo crime de homicídio triplamente qualificado já que, segundo a polícia, o crime foi cometido por um motivo torpe, com impossibilidade de defesa da vítima e ainda houve uma tentativa de ocultação de cadáver. Ele deverá ser encaminhado amanhã para um dos presídios da capital carioca e caso seja condenado, poderá cumprir pena de 12 a 30 anos de reclusão.
Após o crime, o acusado foi flagrado pelas câmeras do circuito e segurança de um prédio no bairro do Leblon. Segundo a polícia, ele estaria conduzindo a mala com o corpo da paraibana em direção ao canal, onde tentou ocultar o cadáver. O casal estava separado há um mês. A paraibana trabalhava como operadora de caixa numa loja em Ipanema, na zona sul do Rio.
Na tarde de ontem, ainda abalados com o crime bárbaro, os familiares da paraibana repudiaram o pedido e desculpas do acusado e pediram justiça. “Não há como desculpar esse tipo de barbaridade. Foi uma atitude muito terrível o que ele fez com minha sobrinha. Ele veio aqui nas nossas casas pedir ela em casamento e depois fez isso. Para nós, ele deve pagar pelo o que fez e a justiça tem de ser feita”, comentou um dos tios da jovem, João Bezerra da Silva, ainda emocionado.
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