Um ano depois da morte do campinense Suênio Rocha Melo, de 30 anos idade, na saída de um shopping em João Pessoa, o inquérito ainda não foi concluído. O delegado Marcos Paulo Vilela informou nesta segunda-feira (10) que o autor do tiro que atingiu a cabeça do carreteiro não foi identificado. O crime aconteceu na madrugada do dia 10 de outubro de 2010, quando Suênio saía de carro do estacionamento do shopping com amigos, depois de assistir a um show.
As câmeras do circuito de segurança filmaram o momento em que o carreteiro foi atingido pelo tiro e perdeu o controle do carro. A origem do disparo, no entanto, não teria sido filmada pelas câmeras. Antes de ser ferido, o motorista sofreu uma tentativa de assalto. Os suspeitos de envolvimento na abordagem, todos menores de idade, foram apreendidos, mas negaram ter atirado contra o motorista.
Com base nos laudos entregues pelo Instituto de Polícia Científica, a Polícia Civil acredita que o tiro tenha partido do edifício garagem do Manaíra Shopping. Porém, segundo o delegado, o calibre da munição que feriu Suênio não corresponde às armas utilizadas pelos seguranças do shopping.
À espera de uma resposta para o ocorrido há um ano, a família de Suênio defende que o tiro teria sido disparado pelos seguranças na tentativa de assustar os assaltantes que abordavam os clientes do shopping. “Até então tínhamos dúvidas. Mas quando os marginais foram presos, soubemos que eles disseram que não atiraram e temos certeza de que foram os seguranças”, afirmou a irmã da vítima, Socorro Rocha.
Com saudades, a mãe de Suênio, dona Nita Rocha, relatou a angústia que passou neste último ano. “É uma dor que não tem nome. Só quem pode explicar é uma mãe que já perdeu o filho. Os irmãos e o pai estão depressivos. Ele era o único filho que morava conosco porque era solteiro. Era muito carinhoso e atencioso. Meu filho foi um exemplo”, disse à reportagem da TV Paraíba.
O advogado do Manaíra Shopping, Marcos Pires, respondeu ao G1 que a empresa sempre esteve disponível à Polícia Civil e à Justiça para colaborar com as investigações, pois também tem interesse em esclarecer o que aconteceu. Segundo ele, o Manaíra Shopping reitera que lamenta profundamente o ocorrido, mas que tem certeza de que nunca teve participação no caso.
Em paralelo ao inquérito sobre a morte, a família de Suênio Rocha moveu uma ação com pedido de indenização contra o Manaíra Shopping. A primeira audiência está marcada para o dia 1º de novembro, em Campina Grande. “Nós estamos acompanhando e dando todos os subsídios necessários para que isso se esclareça da maneira mais certa e célere possível”, declarou Marcos Pires.
G1 PB
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