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| Retratos falados de dois dos suspeitos de participar do assassinato de dentista |
— A próxima fase é a prisão. Trata-se de elementos perigosos que não podem ficar soltos.
Em entrevista coletiva realizada na tarde desta sexta-feira (26), o delegado informou que os suspeitos fazem parte de uma quadrilha e, com base no carro e na arma, já teriam participado de outros dois crimes.
— O que coincide é o carro, a arma e a tortura psicológica. A grande violência é corriqueira.
Em entrevista coletiva realizada na tarde desta sexta-feira (26), o delegado informou que os suspeitos fazem parte de uma quadrilha e, com base no carro e na arma, já teriam participado de outros dois crimes.
— O que coincide é o carro, a arma e a tortura psicológica. A grande violência é corriqueira.
O delegado geral da Polícia Civil de São Paulo, Luís Maurício Blasek,
declarou que, além da identificação de um suspeito após divulgação de
imagens de segurança, a polícia divulgou o retrato falado de outros dois
suspeitos, que teriam participado da morte da dentista Cinthya
Moutinho, queimada após ser assaltada.
A polícia confirmou que um dos carros encontrados nas investigações
teria sido roubado de uma outra dentista. Mas o veículo utilizado na
ação que terminou na morte de Cinthya, um Audi preto, seria da mãe de um
dos suspeitos, identificado como Jonatas Cassiano Araújo, de 21 anos. O
delegado Roberto Menezes declarou que estão próximos de localizar os
suspeitos. Um deles moraria na capital paulista e outros dois em São
Bernardo do Campo.
A prisão preventiva do suspeito identificado ainda não foi pedida, mas a polícia estuda fazer o pedido. Há ainda a hipótese de que quatro suspeitos atuaram no assalto, e o jovem identificado foi reconhecido por pelo menos seis testemunhas.
A prisão preventiva do suspeito identificado ainda não foi pedida, mas a polícia estuda fazer o pedido. Há ainda a hipótese de que quatro suspeitos atuaram no assalto, e o jovem identificado foi reconhecido por pelo menos seis testemunhas.
Investigações
Segundo os delegados, o caso de Cinthya seria o terceiro crime cometido
pela quadrilha. Em todos os assaltos, a violência e as ameaças foram
utilizadas pelos bandidos, mas somente com a dentista houve o uso de
fogo. Blasek informou que “existem vestígios que conectam um caso ao
outro” e que a polícia não sabe o que pode ter motivado tanta violência
durante o assalto realizado em São Bernardo do Campo.
— A crueldade existiu e está traduzida na ação dos criminosos.
O carro utilizado pela quadrilha na ação foi apreendido pela polícia
nesta sexta-feira e passaria por perícia para averiguação de possíveis
impressões digitais e outros vestígios que possam levar ao restante do
grupo criminoso.
Waldomiro Bueno Filho, delegado da seccional de São Bernardo do Campo,
declarou que ainda não é possível dizer se o grupo assaltava apenas
consultórios odontológicos.
—Estamos averiguando essa hipótese. Pode ser que sim. Temos poucos
consultórios na região que foram vítimas de roubo, mas entramos em
contato com o presidente da ordem odontológica da região que disse que
pode haver mais casos, mas que não foram registrados.
O crime
A dentista Cinthya Magaly Moutinho de Souza, de 47 anos, foi queimada viva durante
um assalto dentro de seu consultório, na rua Copacabana, bairro do
Jardim Hollywood, em São Bernardo do Campo. De acordo com a Polícia
Militar, Cinthya atendia uma paciente — cujo nome não foi divulgado —
quando criminosos apertaram a campainha. Um dos bandidos disse que
precisava de atendimento odontológico e a dentista abriu o portão. Logo,
mais dois invadiram o local. A paciente ficou com os olhos vendados
durante toda a ação e teve a bolsa, o celular e dinheiro roubados.
Cinthya disse aos assaltantes que estava com pouco dinheiro, mas
forneceu o cartão do banco e a senha. Os criminosos sacaram R$ 30 da
conta dela em um banco próximo ao local do crime.
Segundo a paciente, única testemunha do crime, por volta das 12h30, a
dentista começou a passar mal e, um dos bandidos, que aparentava ser
menor de idade, resolveu encharcá-la com álcool para assustá-la. Segundo
informações da polícia, eles queimaram a vítima por não terem
conseguido levar mais dinheiro.
De acordo com o delegado seccional de São Bernardo, Waldomiro Bueno Filho, a paciente — que não ficou ferida — conseguia ouvir a dentista gritando "não faz isso" e pedindo socorro
De acordo com o delegado seccional de São Bernardo, Waldomiro Bueno Filho, a paciente — que não ficou ferida — conseguia ouvir a dentista gritando "não faz isso" e pedindo socorro
.
— Ela tentou apagar o fogo quando os bandidos fugiram, mas não conseguiu. A dentista morreu em menos de três minutos.
R7

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