O fotógrafo Gilberto Lyra Stuckert Neto
vai a julgamento a partir desta segunda-feira (22) no 1 Tribunal do
Júri, no Fórum Criminal de João Pessoa. Stuckert é acusado de enforcar
sua ex-esposa Briggida Roseli de Azevedo até a morte. A professora
universitária tinha 27 anos quando o crime ocorreu, em 19 de julho do
ano passado.
A previsão é que no primeiro dia de
julgamento sejam ouvidas testemunhas de defesa e de acusação. As
primeiras pessoas que chegaram à cena do crime e os familiares da vítima
serão ouvidos nesta primeira fase de depoimentos.
A juíza Ana Flávia de Carvalho é quem
conduz o caso. O promotor Alexandre Varandas, que cuida da acusação,
espera que a versão do réu seja elucidada nestes primeiros dias de
julgamento.
"Esperamos que nas próximas audiências o
acusado esclareça sua versão dos fatos. Pela primeira vez poderemos
ouvir sua história", afirmou o promotor.
Desde que se entregou à polícia, no dia 5
de março, o fotógrafo está detido no Centro de Ensino da Polícia
Militar, no bairro de Mangabeira, em João Pessoa. O réu está
incomunicável.
O assassinato
A professora universitária Briggida
Rosely de Azevedo Lourenço, de 27 anos, foi encontrada morta em seu
apartamento no bairro dos Bancários, em João Pessoa no dia 19 de junho
de 2012.
Na época, a mãe da professora, Roselma
Azevedo, no fim da tarde daquele dia, Gilberto teria ligado para ela,
aos prantos dizendo que tinha feito uma besteira. "Ele disse que ia se
matar. Perguntei de Briggida e ele disse que ela estava trancada dentro
do apartamento", revelou a mãe. Ao chegar à residência da filha, ela
encontrou o corpo de Briggida.
O casal estaria separado há pouco mais
de um mês. A suspeita da polícia é de que Gilberto teria retornado a
João Pessoa para tentar uma reconciliação, mas Briggida não deveria ter
aceitado.
Paraíba já
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