Nos últimos dois anos, cinco partidos ingressaram com pedido de registro na Justiça Eleitoral no Amazonas. Apenas o Partido Social Democrático (PSD) concluiu o processo de formação, e até participou das eleições de 2012
Com o lançamento do partido da
ex-senadora Marina Silva, realizado ontem, em Brasília, subirá para
quatro o número de legendas com pedido de registro no Tribunal Regional
Eleitoral do Amazonas (TRE-AM).
Nos
últimos dois anos, cinco partidos ingressaram com pedido de registro na
Justiça Eleitoral no Amazonas. Apenas o Partido Social Democrático (PSD)
concluiu o processo de formação, e até participou das eleições de 2012.
O Partido Ecológico Nacional (PEN)
obteve o registro do TRE-AM, mas não conseguiu participar das eleições
de 2012. A ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nancy
Andrighi, descartou 207.248 assinaturas de apoio à legenda por
irregularidades como duplicidade.
Atualmente,
estão sob a análise do TRE-AM o registro do Partido do Meio Ambiente
(PMA), do Partido Republicano da Ordem Social (Pros) e do Partido do
Desenvolvimento Nacional (PDN).
Com
diretrizes como “a preservação do meio ambiente”, através da implantação
da coleta de lixo reciclável e a arborização das cidades, por exemplo,
O
PMA surgiu em 2011 para rivalizar com o Partido Verde (PV) a bandeira
ecológica. A sigla obteve até agora apenas o registro provisório TSE.
Apesar das semelhanças com o PV, o PMA, em 2010, não apoiou Marina
Silva. Ficou com Dilma Rousseff (PT).
Bandeiras
A
criação do Imposto Único Federal (IUF) é a bandeira pela qual o
embrionário Pros quer se viabilizar como opção partidária no Brasil. No
dia 1º desse mês, a legenda apresentou suas lideranças no Amazonas.
Os
membros dos partidos rebatem, mas para os cientistas sociais Gilson Gil
e Carlos Santiago, a aparição de novos partidos no País não tem
resultado necessariamente em mudanças na forma de fazer política.
Santiago
defende que as legendas estão cada vez mais iguais. “A maioria é apenas
sigla dominada há anos por políticos profissionais, famílias e pequenos
grupos de pessoas, com atuações similares, independentes dos partidos
serem grandes ou pequenos, ou de pertencerem à esquerda ou à direita.
Conceitos estes, completamente falidos”, defende o sociólogo.
Nenhuma
novidade tem sido apresentada pelos novos partidos criados, afirma
Gilson Gil. “Se não tiver mudança do sistema eleitoral brasileiro, não
há mudança. Os grupos criam partidos para eles, não alteram nada nas
regras do sistema. Julgam que é mais fácil criar uma sigla nova do que
brigar dentro da sigla. Enquanto não se discutir isso, os novos partidos
servirão apenas uma forma de acomodar os mesmos grupos”, comenta o
pesquisador.
A Critica


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