Investigações sobre contratação de funcionário fantasma no gabinete de Vital do Rêgo foram abertas pela Procuradoria da República.

Denúncia: contratação de Maria Eduarda Lucena dos Santos, serviria para manter trabalhos de jornalistas
 A Procuradoria da República no Distrito Federal abriu inquérito civil público para apurar denúncia de que o senador Vital do Rêgo Filho (PMDB), presidente da CPI do Cachoeira, teria contratado funcionário fantasma para o seu gabinete. As investigações foram determinadas pelo procurador da República, Paulo José Rocha Júnior, com base em reportagem da Folha de São Paulo publicada em maio deste ano.

A portaria assinada pelo procurador da República foi publicada ontem no Diário Oficial da União. Em seu despacho, ele afirma que “em tese, o referido senador teria contratado, como fantasma, a sra. Maria Eduarda Lucena dos Santos, filha do jornalista Adelson Barbosa, bem como dois jornalistas, e em contrapartida ao salário pago em nome de sua filha, ficaria responsável por publicar reportagens favoráveis ao senador na imprensa da Paraíba”.

Ainda na portaria, o procurador Paulo José Rocha Júnior informa que “possivelmente haveria outros contratados de forma irregular no gabinete do parlamentar, podendo configurar nepotismo cruzado, como a filha do ex-governador José Maranhão e a mãe do deputado federal Hugo Motta”. No despacho ele determina que a 5ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal tome ciência das investigações.

A reportagem da Folha de São Paulo aponta que o emprego de Maria Eduarda foi arrumado pelo pai, o jornalista Adelson Barbosa, que admitiu que a filha foi contratada para receber pelos trabalhos que ele e outros dois jornalistas executariam de publicar reportagens favoráveis ao senador na imprensa local. Ele disse que partiu do senador a sugestão para burlar as normas do Senado.

Maria Eduarda também disse à reportagem que o pai é quem responde pelo cargo. Ela foi contratada em fevereiro de 2011 como assistente parlamentar, com salário de R$ 3.450. E é dispensada de comprovar presença. O senador Vital do Rêgo não foi localizado para falar da investigação do MPF.

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