O ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Arnaldo Versiani (foto)
esteve ontem (09/11) em João Pessoa participando de um evento no
Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) e se manifestou acerca
da possibilidade do senador Cássio Cunha Lima (PSDB) disputar o governo
do Estado nas eleições de 2014. Na opinião dele, Cássio está inelegível,
em função da cassação do mandato de governador nas eleições de 2006.
O ministro, no entanto, acha que como a composição (TSE) está sempre
mudando, pode ser que em 2014 o entendimento já seja outro. “Como a
composição da Justiça Eleitoral modifica muito, de dois em dois anos,
então dependerá realmente da interpretação que for dada. Agora, por
exemplo, na atual composição do TSE, houve muita divergência em relação a
pessoas que foram cassadas em 2004, se elas poderiam ser candidatas em
2012”.
Particularmente falando do caso do senador Cássio Cunha Lima, ele disse
não ter condições de precisar qual será a hipótese que valerá em 2014.
“Gostaria muito que ele exercesse o mandato de senador e quem sabe
aguardasse uma nova oportunidade para as eleições de 2018”, afirmou
Versiani, que na última quinta-feira se despediu do Tribunal Superior
Eleitoral, após seis anos de atuação na Corte.
Ele explicou que os oito anos de inelegibilidade previstos na Lei da
Ficha Limpa começam a contar a partir do ano da eleição em que o
político cassado concorreu. No caso de Cássio, que disputou a eleição de
2006, a inelegibilidade dele vai até 2014. “A divergência está em saber
se esses oito anos atingiriam até o final de 2014 ou se eles seriam
restritos até a data da eleição”, afirmou.
Versiani disse que não prospera a tese de que Cássio já teria cumprido a
pena, uma vez que quando ele foi cassado a lei anterior previa três
anos de inelegibilidade. “Essa hipótese não vingou e hoje em dia não
acredito que vá vingar de jeito nenhum, porque o próprio Supremo
Tribunal Federal já decidiu no sentido de que a lei se aplica a fatos e
condenações passadas. Se ele foi condenado a essa pena de cassação,
porque teria praticado conduta vedada nas eleições de 2006, ele está
inelegível pelo período de oito anos a partir de 2006, sem dúvida
nenhuma”, destacou.
A reportagem entrou em contato com o senador Cássio Cunha Lima para
comentar as declarações do ministro Arnaldo Versiani. Uma mensagem foi
enviada para o seu celular e ele respondeu que preferia não falar do
assunto. “Não quero falar sobre isso. Minha opinião pouco importa”,
respondeu o tucano.
COMEMORAÇÕES
As declarações de Arnaldo Versiani foram prestadas durante evento
ocorrido ontem no qual a Escola Judiciária Eleitoral da Paraíba
(EJE-PB), dirigida pelo juiz-membro do TRE-PB, Márcio Accioly de
Andrade, comemorava os dez anos de sua instalação.
O presidente do TRE-PB, desembargador Marcos Cavalcanti, fez a abertura
do evento pela manhã e contou com a participação de juízes e promotores.
Da Redação com g1pb

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