"O Google News não nos ajudava a aumentar a audiência dos jornais, pois ao dar as primeiras linhas, reduzem as possibilidades dos internautas lerem no link a história completa nos jornais", disse Lindenberg Neto, da ANJ Foto: Reprodução
A Associação Nacional de Jornais (ANJ), que agrupa 90% dos diários do País, decidiu nesta sexta-feira se retirar do Google News e proibir o buscador de publicar notícias de seus associados.

Os 154 membros da ANJ apoiaram a decisão pois o Google se recusou a pagar aos jornais para utilizar suas informações, segundo anunciou o diretor da entidade, Carlos Fernando Lindenberg Neto, em entrevista ao Instituto Knight Center para o Jornalismo das Américas, da Universidade do Texas, instituição presidida pelo brasileiro Rosenthal Calmon Alves.

"O Google News não nos ajudava a aumentar a audiência dos jornais, pois ao dar as primeiras linhas, reduzem as possibilidades dos internautas lerem no link a história completa nos jornais", disse Lindenberg Neto.

Em dezembro de 2010, a ANJ e o Google tinham chegado a um acordo para que o buscador mostrasse apenas uma linha de cada notícia para atrair a curiosidade do leitor e levá-lo depois à publicação.

No entanto, segundo relatou a ANJ na última Assembleia da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), realizada nesta semana em São Paulo, a medida não foi suficiente para gerar mais acessos. A ANJ se transformou na primeira associação de jornais que mobilizou seus membros para uma saída em massa do Google News. 


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