Estão sendo cumpridos 50 mandados de prisão na Grande João Pessoa.
Grupo é suspeito de assassinatos, tráfico de trogas e queima de ônibus.
Uma ação conjunta das polícias Civil, Militar e Rodoviária Federal
resultou na prisão de um grupo criminoso suspeito de comercializar
drogas, comandar rebeliões em presídios, praticar homicídios e incendiar ônibus
na Grande João Pessoa. Até as 9h40 desta quarta-feira (19), 44 pessoas
já haviam sido presas, segundo o delegado Cristiano Jacques.
De acordo com a polícia, a facção criminosa é apontada como responsável por 60% dos homicídios praticados em 2012 na região metropolitana de João Pessoa. Entre os presos na ação, está um sargento da Polícia Militar, que segundo o delegado, era responsável por fazer a proteção do grupo criminoso.
De acordo com a polícia, a facção criminosa é apontada como responsável por 60% dos homicídios praticados em 2012 na região metropolitana de João Pessoa. Entre os presos na ação, está um sargento da Polícia Militar, que segundo o delegado, era responsável por fazer a proteção do grupo criminoso.
Sargento da PM foi preso durante Operação 'Esqueleto' em João Pessoa
(Foto: Walter Paparazzo/G1)
(Foto: Walter Paparazzo/G1)
A operação que é denominada de 'Esqueleto' visa cumprir 50 mandados de
prisão temporária e alguns mandados de busca e apreensão. Os mandados
foram expedidos pela 5ª Vara da Comarca de Santa Rita.
A polícia descobriu que uma característica marcante do grupo é a violência usada para executar as vítimas. Quando traficantes que não fazem parte da facção criminosa resolvem “invadir” a área do grupo, acabam sendo assassinados de maneira violenta. Segundo a polícia, algumas execuções são acompanhadas, em tempo real, através de aparelhos celulares.
A delegada Anne Karoline, que também atua na operação, explicou que as investigações tiveram início há cinco meses pelo Grupo de Operações Especiais da Polícia Civil. “No início nós achávamos que os crimes estavam desconexos, mas após investigação descobrimos que eles tinham relação e eram praticados por um mesmo grupo criminoso”, explicou a delegada sobre a escolha do nome da operação. Cerca de 340 policiais participam da ação.
A polícia descobriu que uma característica marcante do grupo é a violência usada para executar as vítimas. Quando traficantes que não fazem parte da facção criminosa resolvem “invadir” a área do grupo, acabam sendo assassinados de maneira violenta. Segundo a polícia, algumas execuções são acompanhadas, em tempo real, através de aparelhos celulares.
A delegada Anne Karoline, que também atua na operação, explicou que as investigações tiveram início há cinco meses pelo Grupo de Operações Especiais da Polícia Civil. “No início nós achávamos que os crimes estavam desconexos, mas após investigação descobrimos que eles tinham relação e eram praticados por um mesmo grupo criminoso”, explicou a delegada sobre a escolha do nome da operação. Cerca de 340 policiais participam da ação.
Segundo a Polícia Civil, durante as investigações, foi constatada a
existência de uma organização criminosa administrada, como se fosse uma
verdadeira empresa, de dentro dos presídios de João Pessoa.
Pelas as investigações o grupo é muito bem organizado, existindo
hierarquia e tarefas bem definidas: liderança, gerentes, distribuidores,
soldados do tráfico, vendedores diretos aos dependentes químicos,enfim,
tudo bem orquestrado e estabelecido.
Presos na operação são encaminhados para Central de Polícia
(Foto: Walter Paparazzo/G1)
Os suspeitos estão sendo encaminhados para Central de Polícia em João
Pessoas e após serem ouvidos pela polícia serão encaminhados para
presídios da capital. A delegada explicou que mandados de busca e
apreensão também estão sendo cumpridos durante a operação que segue nos
municípios de João Pessoa, Bayeux e Santa Rita.
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