Silvano Alves dos Santos, 27, líder de uma quadrilha que praticou
pelo menos 15 assaltos a bancos de vários estados do país foi preso na
quinta-feira (20) na Zona Norte de Aracaju, em Sergipe. Ele é considerado foragido da Justiça do Mato Grosso, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Paraíba e confessa já ter roubado mais de R$ 1 milhão.
"Foi
muito mais que isso. Gastei tudo com mulheres de drogas. Agora que a
casa caiu eu vou pagar minha dívida com a Justiça e não quero mais
roubar", declara Silvano. Segundo o delegado, Everton Santos, do
Complexo de Operações Policiais Especiais (Cope), o dinheiro do
criminoso está distribuído em vários bens.
A operação conjunta
entre as Polícias Militar e Civil resultou ainda na prisão de Cláudio
Pereira da Silva, 30. Ele é acusado de resgatar Silvano que se feriu na
fuga após um assalto em Pernambuco
no sábado (15). "Ele me pediu uma ajuda e como somos amigos de infância
eu não tinha como negar. Não vou mentir, eu sabia que dar fuga é
crime", conta Cláudio.
O líder do grupo se mudou para a capital
sergipana há três meses para se esconder da polícia. No último assalto,
Silvano e seu grupo agiram em um banco em Jaboatão dos Guararapes, Pernambuco. Os comparsas dele foram presos e ele conseguiu fugir, mas acabou fraturando uma perna.
Arma e munições apreendidas na casa de Silvano
(Foto: Marina Fontenele/G1 SE)
"Eu
já tinha planejado outro assalto para segunda-feira (17), mas
infelizmente não deu certo. Tive que voltar e onde eu moro, eu não
mecho", afirma Silvano, que diz não ter planos para roubar agências
bancárias de Sergipe.
Silvano
é temido por agir com violência nas abordagens às vítimas e também por
já ter conseguido fugir de três penitenciárias de segurança máxima.
Com ele, foi encontrado um revólver calibre 38 com munições. A dupla
vai ser transferida para Pernambuco ainda nesta sexta-feira (21).
"Montamos
campana e utilizamos o elemento surpresa para dificultarmos a
resistência da dupla. Graças ao trabalho das divisões de inteligência
das Polícias Militar e Civil conseguimos chegar às prisões sem
problemas", finaliza o coronel Jackson Nascimento, do Comando de
Policiamento da Capital.
G1 SE
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