Na sede da Conab, no município de Sousa, sertão da Paraíba, houve fila de produtores que estavam agendados para receber o milho comprado do governo por um preço mais baixo. Muitos deles fizeram o agendamento há quase três meses. Depois de tanta espera, o criador de gado João Dionísio foi retirar as primeiras sacas. Mas ao chegar ao local o aviso na parede informou que a cota mínima de 30 sacas por produtor foi reduzida pela metade.
O criador Raimundo de Oliveira, que está sem pasto na propriedade, tem apenas o milho triturado junto com a torta de algodão para oferecer como alimento ao gado. Pelos cálculos dele, a ração será suficiente para alimentar os animais durante 15 dias.
Quem precisa comprar o produto no mercado está pagando um preço muito alto. No armazém do comerciante Manoel Alcindo, por exemplo, a saca de 60 quilos sai por R$ 48. “Encareceu muito por conta da distância. Milho do Mato Grosso o frete fica muito caro. Isso fica inviável para o pessoal de armazém que vende o milho”, diz.
A Conab informou que a empresa está contratando mais transportadoras porque aumentou o pagamento pelos fretes. Com isso, promete normalizar o abastecimento em pouco tempo. “No dia 14 nós tivemos uma licitação na qual foi ofertada a remoção de 105 mil toneladas de milho para as regiões afetadas pela seca. Todos os lotes ofertados foram arrematados”, diz Rafael Bueno, superintendente de armazenagem da Conab.
O principal motivo da falta de milho é o preço do frete, que dificulta a negociação entre a Conab e as transportadoras.
Globo Rural
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