Como o bebê entrou na barriga da mãe? Como saiu? Por que os casais se beijam? Por que meninos fazem xixi em pé e as meninas sentadas? Essas e outras questões, mais cedo ou mais tarde, serão feitas pelas crianças. E, embora o tema seja bem comum em revistas, sites, filmes e até propagandas, muitos pais ainda se sentem encurralados com as perguntinhas vindas dos filhos.

De acordo com a psicóloga comportamental Paula Pessoa Carvalho o sexo, na visão do adulto, envolve assuntos que para ele são complexos dependendo da educação e crença que foi criado.

Publicidade Desse modo, como alguns deles não tiveram uma relação aberta para falar do assunto em casa quando eram pequenos, não sabem como lidar com o tema com os próprios filhos e preferem inventar outras historinhas.

"Para o pai ou mãe o assunto pode remeter a algo perigoso e que tem consequências que possam não ser adequadas principalmente para crianças. Sendo assim, eles acreditam que a criança é um ser puro, sem maldade e sem possibilidade de entender o que é sexo ou sexualidade", diz ela.

No entanto, como os jovens estão se relacionando cada vez mais cedo, a psicóloga explica que a abordagem deve ser feita o quanto antes. "Quando a criança manifesta em seu comportamento as curiosidades e dúvidas sobre sexo e sexualidade é importante que o casal não fuja do assunto", relata. Para ela, é melhor que a criança aprenda e esclareça as dúvidas dentro de casa e não na rua.

Além disso, apesar de muitos falarem com os filhos de maneiras diferentes, ela ressalta que as crianças devem ser orientadas com as nomenclaturas corretas de cada órgão sexual. Ou seja, pênis não é piu-piu, vagina não é borboleta ou grilo. Isso evita que a criança se confunda e repita aos coleguinhas.

Já sobre o limite que os pais devem ter nesse diálogo, é importante que seja aquele estabelecido pelos próprios filhos. "Eles devem se restringir a responder apenas o que o filho perguntar. Nada de ir muito além dentro do tema para não assustar", completa Paula.

A auxiliar de enfermagem, Marta Ribeiro, 56 anos, relata que sentiu dificuldade de abordar o assunto com as filhas, pois nunca teve uma conversa aberta com os pais na infância e adolescência. "Não fazia ideia de como iniciaria um conversa sobre sexo. Pensava que elas teriam inúmeras dúvidas que eu jamais conseguiria responder", conta ela.

Entretanto, apesar do receio inicial, Marta relata que o diálogo foi benéfico para criar um vínculo de amizade com as filhas. "Elas já são casadas e até hoje quando têm alguma dúvida, logo me telefonam ou me procuram. Desenvolvemos uma cumplicidade que pretendo ter com meus futuros netinhos", brinca ela.

Diferente de Marta, o personal trainer, Carlos Eduardo de Almeida, 37 anos relata que sempre teve uma relação bem aberta com o pai e queria que isso se repetisse com seu herdeiro. "Os filhos precisam ser orientados em casa. Era isso que meu pai me dizia e é isso que falo para o meu filho. Temos uma relação de muita amizade e não existem segredos entre nós."


Segundo Paula Pessoa, o casal deve estar preparado e se sentir confortável para conversar sobre o tema. "Oriente de forma natural, falando do prazer, das sensações e das consequências. É importante que o pai, a mãe ou ambos falem sempre a verdade para a criança. Sem invencionices", diz ela. "Se possível, exemplifique com experiências próprias", finaliza.


Vila Mulher/ Terra

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