Debruçado sobre a máquina de calcular, Wilbur Jacome expôs uma preocupação que neste momento faz questão de dividir com os paraibanos: a falta de consideração da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) com a Paraíba.

Presidente da Companhia Docas – administradora do Porto de Cabedelo, Jacome trouxe as duras penas, lutando contra as forças de outros estados nordestinos, um navio com mais de 20 mil toneladas de cimento destinado a Votorantim.

Enfrentou a força dos pernambucanos para fazer o navio atracar em território paraibano. Obteve sucesso. Porém, uma greve dos servidores federais da Anvisa pode botar tudo a perder e atrapalhar a economia paraibana.

Pois bem, por causa desse movimento dos servidores federais a economia do Estado deixará de receber R$ 700 mil, volume de recursos que aportaria nos cofres estaduais.

Sem falar nos prejuízos com a cobrança de impostos com um navio desse porte. Segundo cálculos feitos por Wilbur Jacome, a operação renderá ainda cerca de R$ 250 mil para o Estado.

“Basta lembrar que existem ainda 300 caminhões esperando para transportar o cimento para outras regiões nordestinas, além também de estivadores esperando para começar o descarregamento do navio”, disse Wilbur.

O navio aguarda apenas a autorização da Anvisa e está pronto para atracar no Porto. O governador Ricardo Coutinho foi informado sobre o impasse e determinou a presença Agevisa estadual no local.

Porém, a autorização só poderá ser feita pela Anvisa que está em greve para desespero do presidente da Companhia Docas.

Chegou o momento dos paraibanos se unirem em torno dessa ação.

Marcone Ferreira

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