O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e os três senadores
pela Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), Cícero Lucena (PSDB-PB) e
Vital do Rêgo (PMDB-PB), manifestaram pesar pelo falecimento do
ex-senador Ronaldo Cunha Lima (PSDB-PB), no último sábado (7), em João
Pessoa (PB). O poeta e político paraibano tinha câncer no pulmão,
diagnosticado em 2011, e morreu em casa, aos 76 anos.
“Morre, com Ronaldo Cunha Lima, uma das grandes expressões
humanas e políticas do nosso tempo”, afirmou Sarney, em nota,
assinalando ainda sua amizade e estima por este “homem cordial,
inteligente e afetuoso”.
A memória do político paraibano foi reverenciada pelo seu filho, o
senador Cássio Cunha Lima, com duas postagens no Twitter. Inicialmente,
ele escreveu: “Os poetas não morrem! O poeta Ronaldo Cunha Lima, após
uma vida digna, descansou”. Posteriormente, postou: “Louvamos a Deus
pela bela existência do poeta Ronaldo e agradecemos a todos por toda
solidariedade”.
Ronaldo Cunha Lima morreu dois dias depois de receber a visita de
Vital do Rêgo. Como última homenagem ao “grande homem público”, o
senador peemedebista registrou em seu Twitter: “A Paraíba perde um dos
importantes líderes políticos de sua história. Que Deus console os que
pranteiam de saudade e cultivam memória do poeta Ronaldo”.
Cícero Lucena lamentou o falecimento do ex-senador pela Paraíba dizendo ter perdido “um amigo-irmão”.
- Que o nosso Ronaldo Cunha Lima descanse em paz, esse homem que
me iniciou na política e que tanto me ensinou - declarou Cícero.
Trajetória
Natural de Guarabira, na Paraíba, Ronaldo Cunha Lima nasceu em 18
de março de 1936 e entrou na vida pública aos 23 anos, quando foi
eleito vereador por Campina Grande (PB). Ao longo de quase 50 anos na
política, exerceu ainda os cargos de deputado estadual, prefeito,
governador, senador e deputado federal.
Sua trajetória política foi encerrada em 2007, ano em que Ronaldo
Cunha Lima renunciou ao mandato de deputado federal. Sua atitude foi
justificada, à época, pela decisão de abrir mão do foro privilegiado
garantido aos parlamentares para responder, como cidadão comum, ao crime
de tentativa de homicídio contra o ex-governador paraibano Tarcísio
Buriti, ocorrido em 1993.
A renúncia aconteceu dias antes de o Supremo Tribunal Federal
(STF) julgar a ação penal contra Ronaldo Cunha Lima. O processo acabou
sendo enviado à Justiça da Paraíba.
Poesia
Ronaldo Cunha Lima também deixou dezenas de livros publicados,
produção que lhe rendeu uma cadeira na Academia Paraibana de Letras em
1994. Na literatura, admirava a obra do poeta conterrâneo Augusto dos
Anjos, predileção que o levou a vencer a edição do programa de perguntas
e respostas Sem Limite, na Rede Manchete, sobre o escritor em 1988.
cenariomt.com.br
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