MP quer punir gestores que insistem em não demitir prestadores de serviços.
Novas ações criminais serão propostas contra os prefeitos que
descumpriram a recomendação do Ministério Público de demitirem os
prestadores de serviço e realizarem concurso público. No ano passado
foram oferecidas 14 denúncias contra prefeitos e ex-prefeitos. Na
próxima terça-feira, o procurador-geral de Justiça, Oswaldo Trigueiro do
Valle Filho, fará o anúncio durante entrevista coletiva à imprensa das
novas ações.
Em 2011, foram denunciados pelo Ministério Público os prefeitos de
Malta, Serra Grande, Cabedelo, Santa Inês, Monte Horebe, Riacho de Santo
Antônio, Coremas, São João do Rio do Peixe, Boa Ventura, Prata, Santa
Cecília, Cajazeirinhas e Riacho dos Cavalos. Também foi oferecida
denúncia contra o ex-prefeito de Patos, Dinaldo Wanderley.
No início de 2012 o Ministério Público propôs novas ações envolvendo
os municípios de Cabedelo, Mari, Nazarezinho, Santa Cruz, Lastro (são
dois agentes públicos denunciados), Juru, Poço Dantas, Monte Horebe,
Paulista, São José de Princesa, Manaíra, São Francisco, Brejo dos
Santos, Princesa Isabel e Tavares.
O coordenador da Comissão de Combate aos Crimes de Responsabilidade e
Improbidade Administrativa (CCRIMP), Carlos Romero, não soube precisar
quantos prefeitos serão agora processados criminalmente. “Essas ações
são o desfecho daquela recomendação expedida em 2010 que os prefeitos
não cumpriram e que nós agora estamos denunciando criminalmente ao
Tribunal de Justiça”, afirmou.
Há dois anos, o Ministério Público paraibano iniciou um trabalho
junto aos municípios e ao Estado para combater as contratações
irregulares de pessoal no serviço público. Os gestores receberam uma
recomendação para que fossem tomadas as providências visando regularizar
a situação através da realização de concursos públicos. O prazo
estabelecido para a adequação era 31 de julho de 2010. As ações penais
têm como base o Decreto-Lei 201/67, que proíbe a nomeação de servidores
contra expressa disposição de lei.
A Prefeitura de João Pessoa está entre as que têm problemas com
prestadores de serviço. No âmbito da administração municipal existem
mais temporários que efetivos. De acordo com a folha de pessoal do mês
de abril de 2012, disponibilizada no Sagres do Tribunal de Contas, a
PMJP conta com 8.746 efetivos e 10.421 prestadores de serviço. Em 2010,
quando foi expedida a recomendação do Ministério Público, o número de
prestadores de serviço era praticamente igual ao de efetivos (8.426
efetivos e 8.602 temporários).
Segundo o procurador do município, Vandalberto Carvalho, a prefeitura
vem gradativamente substituindo os temporários por concursados. Ele
disse que a cada dia surgem novas demandas para o município assumir, a
exemplo das 40 creches do Estado que foram repassadas para o comando da
prefeitura. “Nós estamos substituindo gradativamente. Infelizmente o
prestador de serviço é um mal necessário. A própria Constituição prevê a
possibilidade de você contratar em caráter excepcional”, afirmou.
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