Os
depoimentos dos sete acusados da ‘Barbárie de Queimadas”, foram
marcados por contradições, nesta segunda-feira (18), durante a segunda
audiência no Fórum de Queimadas. Seis dos acusados apontaram Eduardo
Pereira dos Santos como mentor e executor do crime.
Já
ele, alegou ter sido vítima de um grupo de extermínio que seria
liderado por um irmão do prefeito da cidade, Carlinhos de Tião, irmão do
deputado Doda de Tião. Eduardo alegou que o suposto grupo queria
executá-lo e que ao chegarem na festa de aniversário, acabaram
estuprando as cinco mulheres e matando Izabella Pajuçara Frazão e
Michelle Domingos.
Apesar
da quantidade de provas técnicas e de acusações que apontam Eduardo
como o mentor dos crimes, a justiça solicitou novas diligências para
investigar as alegações do acusado. O MP deverá apresentar as alegações
finais dentro de 15 dias e a sentença dos seis acusados deverá sair no
próximo mês. Eduardo irá a júri popular.
Segundo
o promotor Marcio Teixeira, o acusado de ser o mentor intelectual da
“Barbárie de Queimadas” e autor do duplo homicídio, Eduardo, apontou o
irmão do prefeito de Queimadas, José Rinaldo, conhecido como “Preá”,
como líder de um grupo de extermínio que teria ele como alvo.
A
informação foi revelada pelo advogado Félix Araújo, assistente de
acusação do Ministério Público no caso. Eduardo contou em depoimento que
no dia do crime, integrantes deste grupo, com ajuda de um dos
adolescentes acusados de envolvimento no estupro coletivo, teriam
invadido sua residência, para matá-lo, mas teriam assassinado a
professora Izabella Pajuçara e a recepcionista Michele Domingos por
engano.
Por
conta disso, a justiça solicitou novas diligências. O MP acredita que
poderá apresentar as alegações finais dentro de 15 dias.
Correio da Paraíba
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