O delegado Geraldo da Costa, da Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente (GPCA) de Paulista, no Grande Recife, informou que já ouviu duas pessoas e faltam mais três serem ouvidas sobre o caso do filho de cinco anos da professora Izaelma Cavalcante Tavares, que foi morta em 3 de dezembro do ano passado pelo o policial civil Eduardo Moura Mendes. Costa afirmou que, depois de ouvir todas as testemunhas, levará o menino para o Juizado da Infância e Juventude de Olinda, onde será definido com quem ficará a guarda.

A criança estava desaparecida desde o dia do crime- teria sido levada pelo pai. De acordo com o delegado, as informações sobre o que aconteceu ainda são vagas, mas a mãe de Eduardo, Lurdes Moura, que foi ouvida pela polícia nesta manhã (26), disse que recebeu um telefonema do filho há cerca de duas semanas, marcando um local na Paraíba como ponto de encontro para entregar o menino. Lurdes disse que um desconhecido entregou o garoto. Ainda de acordo com seu depoimento, ela informou à justiça que seu neto não estava mais desaparecido.

Entretanto a história que Antônia Cavalcanti Vieira, mãe de Izaelma, conta é outra. Antônia diz que a família paterna do neto dela não avisou a ninguém que estava com a criança. "Só vieram falar comigo segunda-feira (19) passada, pedindo que eu perdoasse Eduardo", disse a avó do garoto. "Eu não queria saber dele; só queria informações do meu neto. Foi aí que me falaram que ele estava com eles. Perguntei se podia visitá-lo e só disseram que conversaríamos mais tarde."

Na sexta-feira (23), a mãe de Izaelma disse que entrou em contato de novo com a família de Eduardo, pedindo para ver o neto. Depois de muita insistência, concordaram que ela podia visitá-lo no domingo (25). Quando chegou na casa, em Rio Doce, Olinda, e percebeu que não iriam entregar o menino, ligou para a polícia. Segundo ela, um dos tios do garoto a teria empurrado, fazendo com que ela caísse no chão. Depois da confusão, a polícia chegou por volta das 20h e cercou a casa da família de Eduardo. Depois de dez horas de negociação, apenas às 6h, a criança finalmente foi encaminhada, junto com as duas avós, para a GPCA.

O advogado de Antônia, Maurício Bezerra, afirmou que irá relatar a agressão que sua cliente sofreu e ainda nesta tarde entrará com um pedido de guarda provisória na justiça. "Quando o menino a viu pela primeira vez, ele correu e abraçou a avó. A primeira coisa que falou para ela foi 'Pelo menos você está viva', depois que Dona Antônia falou que estava com saudades do neto. Isso mostra o quanto o garoto teve que amadurecer nesses meses que ficou longe da família", declarou Maurício.

O delegado Geraldo da Costa informou que vários vizinhos declararam que o menino não viveu em cárcere privado durante essa semana que morou com a avó paterna. Eles afirmaram que ele brincava pela rua e ia a praia com a família.

O advogado Maurício Bezerra espera que a decisão sobre a guarda ainda saia nesta segunda. Caso contrário, a Justiça ficará como responsável pela criança até que essa questão seja definida. Enquanto isso, o menino fica na GPCA.



Da Redação com NE10

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