Segundo estudos, 70% das mulheres e 45% dos homens experimentam alguma forma de assédio sexual no local de trabalho.
O cenário mais comum envolve um assediador criando um “ambiente de trabalho hostil” – em que uma pessoa se sente assediada, intimidada ou desconfortável, e não pode realizar o bem o seu trabalho.
Vítimas de assédio sexual podem experimentar relações tensas no ambiente de trabalho, e estão em maior risco para inúmeros problemas de saúde. Confira seis efeitos sobre a saúde causados pelo assédio sexual:
1 – DEPRESSÃO
Vítimas de assédio sexual podem experimentar depressão a longo prazo. Em um estudo recente com 1.000 jovens, pesquisadores descobriram que as pessoas assediadas sexualmente na adolescência e no início dos 20 anos podem experimentar sintomas depressivos em seus 30 anos.
Muitas pessoas que sofrem assédio sexual têm sentimentos de insegurança. Para algumas pessoas, essa insegurança se
transforma em autoculpa, e as vítimas podem sentir-se responsáveis pelo que aconteceu. Essa autoculpa pode ter um efeito negativo sobre a saúde mental, incluindo a promoção de sentimentos de depressão.
2 – TRANSTORNO DO ESTRESSE PÓS-TRAUMÁTICO
Muitos estudos têm encontrado uma ligação entre experiências de assédio sexual e sintomas de estresse pós-traumático, que incluem reexperimentar o trauma, e evitar pessoas ou coisas que possam lembrar a vítima do assédio.
Na verdade, as mulheres nas forças armadas que são assediadas sexualmente têm até quatro vezes mais chances de desenvolver estresse pós-traumático do que mulheres expostas a um evento traumático em combate.
3 – PRESSÃO ARTERIAL
De acordo com um estudo, de 2008, assédio sexual aumenta a pressão arterial. O estudo incluiu cerca de 1.200 trabalhadores sindicalizados de Boston que foram entrevistados sobre o abuso no local de trabalho e fizeram um exame de saúde. Cerca de 23% dos trabalhadores relataram pelo menos um incidente de assédio sexual.
Os pesquisadores encontraram uma correlação significativa entre o assédio sexual e a pressão arterial elevada em mulheres. O assédio sexual pode desencadear reações fisiológicas como estresse, que pode aumentar o risco de doença cardiovascular.
4 – PROBLEMAS DE SONO
O assédio sexual tem sido associado a distúrbios do sono. Isto pode ser porque o estresse e a ansiedade do evento afeta os hábitos de sono de uma pessoa. Por exemplo, as vítimas podem ficar acordadas durante a noite ruminando sobre o evento, ou ele pode ser a fonte de pesadelos.
5 – SUICÍDIO
Um estudo de 1997 com mais de 1.000 alunos do ensino médio no Canadá sugeriu que o assédio sexual pode levar a comportamentos suicidas.
O estudo descobriu que 23% dos estudantes tinham experimentado pelo menos um incidente de indesejados toques sexuais, ameaças sexuais ou atentado ao pudor nos últimos seis meses. Das mulheres que sofreram toques indesejados frequentes, 15% disseram que tinham feito tentativas de suicídio “muitas vezes” nos últimos seis meses, em comparação com 2% dos estudantes que não tinham sofrido assédio sexual.
6 – DOR NO PESCOÇO
Assédio sexual leva a dores físicas, segundo um estudo canadense publicado este ano, que envolveu cerca de 4.000 mulheres. Na pesquisa, mulheres com dor no pescoço tinham 1,6 vezes mais probabilidade de ter relatado atenção sexual indesejada.
Se confirmado por pesquisas futuras, os resultados sugerem que as intervenções para prevenir o assédio no local de trabalho podem diminuir problemas ósseos e musculares relacionados.[LiveScience]
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