Popularmente conhecida por calazar, a doença é transmitida através da picada de um mosquito

Após a redução dos casos de dengue, a Paraíba está se deparando com o aumento de uma nova doença, a Leishmaniose visceral (Calazar). Em 2010 foram confirmados 36 casos, e em 2011 os últimos dados são de 15 notificações, sendo seis confirmados, um descartado e oito em aberto. Os números são do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).


As maiores vítimas são crianças e idosos, e a doença pode matar 10% dos portadores por anemia, insuficiência do baço e do fígado, hemorragia, diarréia e outras complicações. Os casos confirmados na Paraíba foram registrados nas seguintes cidades: Cajazeiras (3), Campina Grande (1), João Pessoa (1) e Piancó (1). Foi descartada a doença na cidade de Souza, onde ainda existem 5 pessoas sendo ‘investigadas’. A SES também aguarda informações sobre as notificações nas cidades de Aparecida (1), Itaporanga (1) e Santa Cruz (1).


Popularmente conhecida por calazar, a doença é transmitida através da picada de um mosquito. Na realidade, o processo de transmissão inicia com os cães, considerado o principal reservatório urbano da doença, que passam o vírus para o inseto ao ter o seu sangue sugado.


O Brasil é o país das Américas com maior acometimento humano, sendo a região Nordeste responsável por 70% dos casos. Diversos fatores ajudam para o aumento dos casos de Leishmaniose visceral, a intervenção do homem no equilíbrio ecológico do planeta, especificidades do clima e a superpopulação de cães.


Segundo a responsável pelo Núcleo de Entomologia da Secretária de Estado da Saúde, Laura Ney, não é tão fácil identificar uma pessoa com Leishmaniose visceral: “Os sintomas podem confundir para o diagnóstico de outra doença. As pessoas ficam mais cansadas, anêmicas, a barriga cresce, entre outros sintomas. Sugerimos que as pessoas mantenham os cachorros foram das residências, evitando um contato mais próximo”.


Na Paraíba a doença já chegou 75% dos municípios, fora os que ainda não notificaram nenhum caso, mas que existem suspeitas que a doença esteja no local. Entre as cidades com casos de Leishmaniose visceral estão Cajazeiras, João Pessoa, Catolé do Rocha e Souza.
Para ajudar os médicos na identificação da doença, a SES está pedindo que os médicos que atuam nas localidades que já apresentaram casos, ou estão sob suspeita, devem ter maior cuidado ao examinar os pacientes.


A SES está elaborando um projeto de ação para evitar a propagação da doença, com a participação de diversos setores, e que até o dia 31 de maio deverá ser lançado na Paraíba.

É Sertão com informações de Dani Rabelo

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