A Direção do Trauma, através de nota emitida pela Secretaria de Comunicação do Estado, reconheceu a superlotação do Hospital de Trauma da Capital e diz que o problema existe desde outubro passado. O pedido de demissão coletiva dos médicos cooperados também é apontado como problema a ser solucionado.

Leia nota emitida pela Secom-PB

Trauma registra superlotação desde outubro do ano passado

Relatórios estatísticos divulgados nesta sexta (6) pela Direção Geral do Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena comprovam que a superlotação era visível desde o passado. A média de pacientes internos por mês chega a 797, o que representa mais de cinco vezes a capacidade do hospital, que possui 150 leitos disponíveis. O maior registro foi em outubro passado, quando 894 pacientes receberam atendimento.

A diretora geral do Hospital de Trauma, Fabiana Fernandes de Araújo, reconhece a superlotação da unidade e anunciou equipes extras para a realização de cirurgias eletivas, medida que foi resultado de um acordo com a Cooperativa dos Ortopedistas (Coort).

Fabiana Fernandes adiantou ainda que foi comunicado à Secretaria de Estado da Saúde o pedido de demissão dos cirurgiões gerais da unidade e vai trabalhar em conjunto para solucionar o problema.

Repercussão na Imprensa – As notícias de superlotação no Hospital de Trauma começaram a ser divulgadas ainda no ano passado, em reportagens que citavam vistoria do Ministério Público (MP) motivada por denúncias de superlotação.

Em 22 de janeiro do ano passado, o jornal Correio da Paraíba trouxe uma reportagem com a promotora de saúde, Maria das Graças Azevedo, que havia se deparado com os setores lotados e que o Trauma funcionava com um acréscimo de 50% no volume de atendimentos.

No Jornal da Paraíba, em 25 de abril do mesmo ano, Aleuda Nágila, diretora técnica na época, reconhece “trabalhar acima da capacidade” e declarou que o Hospital recebia por dia 180 internações extra-teto, ou seja, custeadas pelo tesouro estadual.

No dia 3 de fevereiro do ano passado, a promotora Maria das Graças declarou, no Correio da Paraíba, a existência de uma superlotação no Trauma, porque o hospital estava fugindo do seu perfil, que é realizar atendimentos de alta complexidade. O Ministério Público apontou na época como solução o aumento no número de leitos e a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com dirigentes de hospitais e Governo do Estado.

Também o Correio da Paraíba, desta vez na edição de 27 de janeiro, revela que o Trauma estava próximo do “caos”, atendendo uma demanda de 50% maior que a sua capacidade normal de atendimento. O diretor geral da época, José Carlos Evangelista, admitiu nesta reportagem que a unidade “operava com mais de 180 pacientes, o que seria normal apenas em situações de catástrofes”.

José Carlos Evangelista voltou a se pronunciar sobre o assunto no Jornal da Paraíba, que circulou também no dia 27 de janeiro de 2010, e anunciava uma área improvisada para pacientes que aguardavam por uma cirurgia, mas que não corriam risco de morte.


Portal Correio

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