Aconteceu neste domingo (15), na Câmara Municipal de Cacimbas-PB “Casa Maria do Socorro Melo”, a 7ª Oitiva da Comissão Especial de Inquérito (CEI), onde na ocasião foram ouvidos três dos vinte e sete agricultores citados em relatório do Tribunal de Contas do Estado, mas o senhor João Batista (João de Teté), presidente da Associação Comunitária de São Sebastião, Distrito desta cidade.
João Batista foi o primeiro a depor, durante o interrogatório ele diz ter sido convidado pelo o ex gestor Geraldo Paulino Terto e seu filho Genilson Terto da Silva para cadastrar agricultores da região de São Sebastião para que estes fornecessem produtos ao programa de Combate a Fome do Compra Direta.
“Em nenhum momento foram apresentados cheques, mas os recibos, todos assinaram sabendo do que se tratava e não tem ninguém inocente. Os valores que estes agricultores recebiam, eram sobra das compras que eram feitas em outros lugares por que estes não dispunham dos produtos”, declarou João Batista.
A segunda agricultora a prestar depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito, foi à senhora Ivane Alves Teixeira. Durante o interrogatório ela afirma ter fornecido seus documentos pessoais ao senhor João Batista, no intuito de fornecer ovos de galinha para o Programa Compra Direta.
O líder comunitário disse não saber como era feita a seleção dos agricultores e que na condição de funcionário apenas obedecia a ordens de seus superiores. João afirmou que o senhor Genilson Terto o acompanhava na maioria das vezes que ele ia à residência dos agricultores, levando consigo recibos para que os trabalhadores assinassem.
Segundo João Batista, era o senhor Genilson que comprava os produtos no CEASA em Patos-PB e repassados para as entidades: Conselho Tutelar, Creche e Casa da Família em Cacimbas.
De acordo com o depoimento de João, os responsáveis pelo o recebimento eram: Ricardo, Beto, Ivaní e os técnicos da Casa da Família de nomes não revelados. O depoente disse ainda, não ter conhecimento da documentação do Programa, o que dificultou o acompanhamento de seu funcionamento.
Segunda Depoente
A agricultora não chegou a fornecer o produto, nem recebeu dinheiro, cujos valores aparecem em seu nome na ordem de R$ 1.122,00 (mil cento e vinte e dois reais) e R$ 1.213,00 (mil duzentos e treze reais) referente aos anos 2006 e 2007, respectivamente.
Ivane reconhece algumas assinaturas apresentadas em recibos e cópias de cheques parecidas com as suas, embora algumas apresentem divergências. Segundo ela, houve a distribuição de produtos na comunidade Serra Feia por duas vezes através do Programa Compra Direta.
O terceiro agricultor a prestar depoimento foi o senhor Manoel Alves de Farias “Graxeiro”, residente no Sitio Santa Fé, região do Distrito São Sebastião.
O agricultor afirmou ter assinado todos os recibos apresentados, mas nega ter assinado cheque. Segundo ele, a Casa da Família realizou a distribuição dos alimentos na comunidade Serra Feia, porém não revelou nomes de quem fez essa distribuição nem quem foi beneficiado.
A maior contestação feita por “Graxeiro”, foi, um relatório da prestação de contas assinado pelo mesmo atestando a veracidade do Programa Compra Direta, como sendo ele, (Graxeiro), Presidente do COMSEA (Conselho Municipal de Segurança Alimentar), quando na verdade era apenas Presidente da Associação de sua Comunidade, desde a fundação no ano de 2000.
“Graxeiro” finalizou seu depoimento pedindo desculpas a Comissão por não ter comparecido a primeira audiência e se mostrou a disposição dos vereadores para qualquer tipo de esclarecimento.
A quarta e última a prestar depoimento no último domingo, foi à senhora Maria José Cassiano da Silva, onde na ocasião ela disse não ter recebido os valores na ordem de R$ 1.259,84 (mil duzentos e cinqüenta e nove reais e oitenta e quatro centavos) e R$ 1.041,72 (mil quarenta e um e setenta e dois centavos) da Prefeitura Municipal de Cacimbas nos anos de 2006 a 2007.
Terceiro Depoente
O agricultor cita o nome de três instituições que foram beneficiadas na época com os produtos agrícolas do Programa Compra Direta, são elas: Creche Maria das Neves de Almeida, Conselho Tutelar e Casa da Família. Na ocasião foram cadastrados vinte e sete agricultores para fornecer os produtos às entidades.
O depoente disse não ter fornecido os 2.296 molhos de coentros e nem os 2.155 pés de alface, porém autorizou que outras pessoas comprassem os produtos em outro lugar. “Graxeiro” disse não possuir renda na época e que atualmente sobrevive com apenas R$ 70,00 (setenta reais) mensal.
A maior contestação feita por “Graxeiro”, foi, um relatório da prestação de contas assinado pelo mesmo atestando a veracidade do Programa Compra Direta, como sendo ele, (Graxeiro), Presidente do COMSEA (Conselho Municipal de Segurança Alimentar), quando na verdade era apenas Presidente da Associação de sua Comunidade, desde a fundação no ano de 2000.
“Graxeiro” finalizou seu depoimento pedindo desculpas a Comissão por não ter comparecido a primeira audiência e se mostrou a disposição dos vereadores para qualquer tipo de esclarecimento.
Quarta Depoente
A depoente afirma ter assinado vários papéis sem saber do que se tratava a mando do senhor João Batista. A agricultora não chegou a fornecer os produtos por conta da escassez de chuva e nem autorizou ninguém a comprar a mercadoria em seu nome. Ela desconhece as assinaturas no endosso das cópias de seis cheques e se sente enganada por ter assinado documentos sem os devidos esclarecimentos.
A próxima Oitiva de número 8 e acontecerá próxima quinta-feira, dia 19 às 9 horas da manhã. Serão ouvidos: o agricultor José Ilton Nunes Martins e o filho do ex Prefeito Geraldo Paulino, Genilson Terto da Silva, que vem sendo re-intimado, pois na primeira intimação o mesmo não participou da Oitiva, retirado por seu advogado.
Jornal da Serra
Fotos: Thadeu Filmagens
Jornal da Serra
Fotos: Thadeu Filmagens
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