As vendas do comércio varejista brasileiro recuaram 0,4% em fevereiro em relação a janeiro, na série com ajuste sazonal rompendo uma sequência de nove meses seguidos de crescimento, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A receita nominal permaneceu estável no segundo mês de 2011.

Na comparação com fevereiro de 2010, o setor apresentou crescimento de 8,2% no volume de vendas. O dado mostra uma ligeira desaceleração na comparação com o resultado de janeiro, quando, nessa mesma base de avaliação o setor varejista havia apresentado alta de 8,3%. Nos últimos 12 meses, até fevereiro, o índice acumula alta de 10,4%.

A receita nominal do comércio varejista subiu 13% na comparação com janeiro de 2010 e 14,4%, em 12 meses.

Desempenho do varejo

Volume de vendas e receita com ajuste sazonal

Das dez atividades pesquisadas pelo IBGE, três tiveram aumento nas vendas. De janeiro para fevereiro, os segmentos do varejo com melhor desempenho foram tecidos, vestuário e calçados, com avanço de 1,4%, outros artigos de uso pessoal e doméstico, com alta de 1,4%, e combustíveis e lubrificantes, com crescimento de 0,1%.

Os piores desempenhos ficaram com os segmentos de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com retração de 0,3%, veículos e motos, partes e peças com queda de 1,1%, artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, com desempenho negativo de 1,4%).Também apresentaram variações negativas os setores de material de construção, (-1,5%); móveis e eletrodomésticos(-2,8%); equipamentos e material para escritório, informática e comunicação(-3,1%); e livros, jornais, revistas e papelaria(–4,7%).

Na comparação com fevereiro de 2010, todas as atividades cresceram. Por ordem de importância, as variações foram: móveis e eletrodomésticos (20,5%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (2,3%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (12,2%); tecidos, vestuário e calçados (13,6%); combustíveis e lubrificantes (7,3%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (10,4%); equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (14,6%); e livros, jornais, revistas e papelaria (13,9%).

Móveis e eletrodomésticos, com variação de 20,5% no volume de vendas em relação a fevereiro de 2010, registrou o principal impacto na formação da taxa do varejo (42%). Este resultado reflete as condições favoráveis de crédito, a manutenção do crescimento do emprego e do rendimento e a estabilidade de preços, principalmente no que tange aos eletrodomésticos (-2,2% nos últimos 12 meses para aparelhos eletrônicos no IPCA do IBGE). No acumulado do bimestre, a taxa foi de 8,2% e, nos últimos 12 meses, de 10,4%.

Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo,com variação de 2,3% no volume de vendas em relação a fevereiro de 2010, foi a segunda maior contribuição (15%). Em termos acumulados, a taxa para os primeiros dois meses do ano foi de 3,3% e, para os últimos 12 meses, de 7,7%. Pelo segundo mês consecutivo, o setor não proporcionou a principal contribuição à taxa global, refletindo uma retração de demanda provocada pelo aumento dos preços dos alimentos nos últimos 12 meses.

Outros artigos de uso pessoal e doméstico, com o terceiro maior impacto na formação da taxa do varejo, cresceu 12,2% no volume de vendas em relação a fevereiro de 2010, sendo responsável por 12% da taxa geral. O segmento, composto por lojas de departamentos, ótica, joalheira, artigos esportivos, brinquedos, entre outros, vem tendo seu desempenho influenciado pelo quadro geral de crescimento da economia. Para o primeiro bimestre, a variação acumulada foi de 8,4% e, para os últimos 12 meses, de 9,5%.

Varejo ampliado

De acordo com o IBGE, o varejo ampliado, que inclui o varejo mais as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, registrou, em relação ao mês anterior, estabilidade tanto para o volume de vendas quanto para a receita nominal na série com ajuste sazonal. Comparado com fevereiro de 2010 (sem ajuste sazonal), as variações foram de 14,5% para o volume de vendas e de 17,2% para a receita nominal. Nos acumulados do ano e dos últimos 12 meses, o setor apresentou taxas de 12,8% e 12,4% para o volume e de 15,9% e 15,4% para a receita nominal de vendas, respectivamente.

No que tange ao volume de vendas, a atividade de veículos, motos, partes e peças registrou queda de -1,1% em relação a janeiro. Este é o segundo mês consecutivo de resultado negativo neste tipo de comparação, indicando uma possível influência das medidas macroprudenciais adotada pelo Banco Central para frear o consumo adoatadas em dezembro de 2010. Quanto a fevereiro de 2010, a variação foi de 26%, acumulando no ano e nos últimos 12 meses variações de 21,2% e de 15,3%, respectivamente.

No segmento de material de construção, as variações para o volume de vendas foram de -1,5% sobre o mês anterior, de 16,2% em relação a fevereiro de 2010 e de 16,3% em ambos os acumulados, do bimestre e dos últimos 12 meses. Mesmo apresentando sinal negativo na margem, na comparação com o ano anterior os resultados se situam acima da média, mostrando a total recuperação do setor após os efeitos da crise financeira global de 2008.

Todos os 27 Estados do País apresentaram resultados positivos na comparação com fevereiro de 2010. Os destaques foram: Tocantins (31,1%); Paraíba (30,6%); Maranhão (20,2%); Acre (16,0) e Minas Gerais (14,6%). Quanto à participação na composição da taxa do comércio varejista os destaques foram São Paulo (5,5%); Minas Gerais (14,6%); Rio de Janeiro (10,2%); Rio Grande do Sul (8,8%) e Bahia (12,2%).

Com relação ao volume de vendas, dez Estados apresentaram resultados positivos na comparação entre fevereiro e janeiro. As maiores variações foram em Tocantins (4,6%), Paraíba (4,6%), Amapá (3,3%), Maranhão (3,0%). A maiores quedas foram registradas em: Roraima (-6,9%), Sergipe (-4,4%), Espírito Santo (-3,6%) e Amazonas (-2,3).

iG Economia

Advertisement

0 Seu comentário é sempre bem vindo!:

Postar um comentário

Deixe-nos seu comentário sobre a matéria. Entretanto, trate com respeito os demais leitores.

Evite comentários e termos grosseiros, agressivos ou que possam ser interpretados como tais.

Obs: Evitem se indetificar como Usuários anônimos.

Total de visualizações

Click/ Ouvir

Click/ Ouvir
Imagem Exclusiva!
 
Top