Calmo, seguro e preciso. Foi assim que o estudante de direito Luís Paes Neto se comportou durante seu primeiro depoimento em juízo, a respeito do Caso Aryane Thaís, em que é apontado como autor do assassinato da jovem.

A quarta e última parte da Audiência de Instrução e Julgamento do caso aconteceu durante toda amanhã desta sexta-feira, dia 10, no Fórum Criminal do 1° Tribunal do Júri da Capital.

O estudante de direito, que chegou a ficar preso por dois meses, confirmou tudo que havia dito no depoimento realizado na delegacia de Homicídios. Segundo o rapaz, ele e Aryane se viram pela última vez, por volta das 23h do dia 14 de abril, quando ela saiu de seu carro revoltada por ter sido questionada se ela faria o exame de DNA no bebê que esperava. Luís Paes afirmou que ela entrou em um carro preto que estava parado logo atrás. Todas as perguntas realizadas pela juíza substituta Ana Flávia Vasconcelos foram repondidas com firmeza pelo acusado. A única vez em que o estudante não demonstrou tanta segurança foi no momento em que foi questionado sobre a placa deste suposto segundo veículo.

A defesa de Luís chegou anexar nos autos a placa deste segundo veículo. No depoimento, no entanto, Luís disse que não havia anotado a placa do carro que só ele teria visto. A juíza questionou como seus advogados de defesa poderiam ter tido acesso a essa placa se nem ele mesmo lembrava dela. O acusado não soube responder a pergunta.

Em suas declarações, o acusado criticou a condução do inquérito pela delegada Iumara Gomes, afirmando inclusive ter sido coagido para confessar o crime.

Antes de Luís Paes Neto, a Ana Flávia Vasconcelos ouviu uma testemunha de defesa, um amigo do acusado, e quatro peritos que realizaram a necropsia no corpo de Aryane, além de analisar o local do crime e inclusive o carro de Luís, onde ele e a vítima conversaram horas antes da vítima ter sido encontrada morta às margens da BR-230. No veículo de Luís, foi encontrado um galho, mas os peritos não conseguiram confirmar se o material era do mesmo local em que Aryane foi encontrada. Já a respeito da causa morte, os profissionais da medicina legal afimaram que a vítima foi abordada pelas costas, sem chances de reação, e asfixiada por estrangulamento.

Apesar da promotoria ter esperanças de que Luís fosse deixar o Fórum preso, não foi isso o que aconteceu. A juíza só irá se pronunciar e decidir se Luís vai ir ou não a Júri Popular depois que ouvir mais uma testemunha, a irmã do acusado, muito citada pelo acusado durante o depoimento em que reafirmou ser inocente.

O Norte

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